Autismo: os dez sinais

Estudo realizado pelos investigadores do Kennedy Krieger Institute

29 março 2012
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O autismo é habitualmente diagnosticado por volta dos três anos, mas algumas crianças começam a mostrar sinais de atraso no desenvolvimento antes mesmo de completarem um ano. Apesar de nem todas estas crianças desenvolverem doenças do espectro do autismo, os investigadores sugerem que a deteção precoce destes sinais poderão ser essenciais para um rápido diagnóstico e intervenção, dá conta um estudo do Kennedy Krieger Institute.

 

De acordo com Rebecca Landa, diretora do Center for Autism and Related Disorders, no Instituto Kennedy Krieger, em Baltimore, EUA, os pais necessitam de ganhar competências para identificar os sinais de doenças do espectro do autismo e de outros atrasos de comunicação.

 

Na última década, a investigadora acompanhou irmãos de crianças com autismo para identificar os sinais precoces deste tipo de distúrbios. A sua investigação demonstrou que é possível diagnosticar este tipo de sinais a partir dos 14 meses de idade e que a criação de modelos de intervenção precoce pode ajudar a melhorar o desenvolvimento das crianças, com um ou dois anos de idade, que apresentem sinais de doenças do espectro do autismo.

 

Rebecca Landa aconselha os pais a brincarem com os seus filhos, de seis a doze meses de idade, estando atentos aos sinais que poderão estar, mais tarde, associados ao diagnóstico de doenças do espectro do autismo ou de outro tipo de distúrbios de comunicação. Estes sinais incluem: raramente sorrir quando abordado pelos pais; raramente tentar imitar sons e movimentos; palrar com pouca frequência; não responder consistentemente ao seu nome a partir dos 6 a 12 meses; não gesticular, por volta dos 10 meses, para comunicar; manter um baixo contato visual; não procurar a atenção dos pais com frequência; endurecimento frequente dos membros, movimentos corporais anormais e posturas pouco comuns; não se inclinar em direção aos pais quando estes tentam pegar-lhe ao colo e atrasos no desenvolvimento motor.

 

"Caso os pais suspeitem que algo está errado com o desenvolvimento dos seus filhos, ou que estes estão a perder capacidades, devem falar com um pediatra ou com outro especialista. Não esperem para ver o que acontece. Queremos identificar os sinais o mais cedo possível para que a intervenção possa ser iniciada quando os cérebros das crianças são mais maleáveis e estão ainda em desenvolvimento”, conclui Rebecca Landa.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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