Autismo ligado a contaminação por metais pesados

Estudo do Pieta Research

01 junho 2006
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Amostras de urina de centenas de crianças francesas trouxeram provas para uma possível ligação entre autismo e exposição a metais pesados. O trabalho vai ser publicado na próxima edição da revista Toxicology and Applied Pharmacology.
 

 

Amostras de urina de crianças com autismo contêm altos níveis de uma família de proteínas chamada porphyrins, que são precursoras na produção do componente que transporta o oxigénio na hemoglobina, segundo explicou à New Scientist o investigador Richard Lathe, do Pieta Research, de Edimburgo, No Reino Unido.
 

 

Os metais pesados bloqueiam a produção desse componente, originando a acumulação de porphyrins na urina. A concentração de uma molécula, a coproporphyrin, era 2,6 vezes maior na urina das crianças com autismo do que nas que não têm a doença. "É altamente provável que, na maioria dos casos, os metais pesados sejam responsáveis pelo comportamento autista na infância", considerou o cientista à mesma revista.
 

 

Os investigadores conseguiram reparar a concentração normal de porphyrin em 12 crianças através de um tratamento farmacológico que elimina os metais pesados do organismo. Ainda não está provada uma melhora dos sintomas das crianças com autismo através deste tratamento, mas Lathe cita que os fármacos podem ter um efeito benéfico.
 

Se validadas, as descobertas podem determinar o tratamento medicamentoso para certos casos de autismo, retirando do organismo a contaminação dos metais.
 

 

MNI- Médicos na Internet
 

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