Autismo: dieta sem glúten e caseína pode ser benéfica

Estudo publicado no “Nutritional Neuroscience”

05 março 2012
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As crianças com distúrbios do espetro do autismo podem beneficiar de uma dieta sem glúten e caseína, sugere um estudo publicado no “Nutritional Neuroscience”.

 

Estudos anteriores têm demonstrado que as crianças com distúrbios do espetro do autismo apresentam normalmente sintomas gastrointestinais associados. Alguns especialistas têm sugerido que os peptídeos derivados do glúten e da caseína podem causar uma resposta imune nas crianças que sofrem deste tipo de distúrbio. Adicionalmente, também tem sido proposto que estes peptídeos podem desencadear os sintomas gastrointestinais e os problemas de comportamentos que afetam estas crianças.

 

Neste estudo, os investigadores da Penn State College of Medicine, nos EUA, contaram com a participação de 387 pais de crianças com distúrbios do espetro do autismo as quais foram convidadas a preencher um questionário sobre os sintomas gastrointestinais dos filhos, diagnósticos de alergias alimentares, suspeita de sensibilidade a alguns nutrientes, assim como o grau de adesão dos filhos a uma dieta sem glúten e caseína.

 

O estudo revelou que as crianças que adotaram uma dieta sem glúten e caseína apresentaram uma melhoria dos sintomas gastrointestinais, bem como uma melhoria dos seus comportamentos sociais, nomeadamente ao nível da linguagem, contato visual, atenção e resposta social.

 

De acordo com uma das autoras do estudo, Laura Cousino Klein, o autismo pode ser mais do que uma doença neurológica, podendo envolver também o trato gastrointestinal e o sistema imunológico.

 

“Existem ligações fortes entre o sistema imunológico e o cérebro, que são mediadas por múltiplos sintomas fisiológicos. Maioria dos recetores da dor estão localizados no intestino, assim a adesão a uma dieta sem glúten e caseína, reduz a inflamação e o desconforto que pode alterar o processamento cerebral, tornado o organismo mais recetivo às terapias contra os distúrbios do espetro do autismo”, revelou, em comunicado de imprensa, a investigadora.

 

Apesar de serem necessários mais estudos, “os nossos resultados sugerem que uma dieta sem glúten e caseína pode ser benéfica para algumas crianças com autismo”, conclui Laura Cousino Klein. Acrescentando que é possível que existam outras proteínas, como a soja, que também apresentem efeitos prejudiciais para estas crianças.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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