Autismo: desenvolvido novo método de diagnóstico

Estudo publicado no “Journal of Neuroscience”

12 agosto 2010
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Cientistas britânicos desenvolveram um novo método que permite diagnosticar o autismo em adultos, dá conta um novo estudo publicado no “Journal of Neuroscience”.
 

O transtorno do espectro do autismo é caracterizado por anomalias generalizadas ao nível da interacção social e da comunicação, uma gama de interesses muito restrita e comportamentos muito repetitivos. Para os indivíduos que sofrem desta doença o mundo parece-lhes caótico e difícil de perceber. O transtorno do espectro do autismo afecta 1% da população do Reino Unido, sendo os homens mais atingidos.
 

Até há pouco o diagnóstico baseava-se nos relatos de amigos ou de pessoas próximas do paciente, o que tornava o processo moroso, dependente da fiabilidade das informações e requeria uma equipa de especialistas para interpretar a informação.

 

Para este estudo, os investigadores do Institute of Psychiatry (IoP) no King's College London, Reino Unido, contaram com a participação de 20 indivíduos saudáveis, 20 adultos que sofriam do transtorno do espectro do autismo e 19 adultos com transtorno do défice de atenção com hiperactividade. Todos os participantes eram do sexo masculino e tinham idades compreendidas entre os 20 e os 68 anos.

 


Após terem sido diagnosticados através dos métodos tradicionais, nomeadamente através de testes de QI, avaliação psiquiátrica, exame físico e sanguíneo, os participantes foram submetidos a uma ressonância magnética de cerca de 15 minutos. Posteriormente, as imagens obtidas a partir da ressonância magnética foram reconstruídas em imagens a três dimensões, possibilitando a identificação de alterações na estrutura, forma e espessura do cérebro associadas ao transtorno do espectro do autismo.

 

O estudo revelou que esta nova técnica permitiu o diagnóstico de autismo com cerca de 90% de fiabilidade.
 

Em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Christine Ecker, revelou que “o valor desta rápida e precisa ferramenta para o diagnóstico do transtorno do espectro do autismo é extraordinário, podendo evitar a necessidade de um processo de diagnóstico emocional, demorado e dispendioso, que os pacientes que sofrem desta doença e as suas famílias têm actualmente de suportar. Estamos ansiosos por verificar se este método poderá também ajudar crianças.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A

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