Autismo: composto reduz sintomas

Estudo publicado na “Science Translational Medicine”

27 abril 2012
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Investigadores americanos identificaram um composto capaz de reduzir, em ratinhos, os sintomas de autismo conseguindo melhorar a sua interação social e diminuir os comportamentos repetitivos, dá conta um estudo publicado na “Science Translational Medicine”.

 

Estima-se que 1% das crianças sofrem de algum tipo de doença do espectro do autismo, que é caracterizada nomeadamente por, atrasos na linguagem, movimentos repetitivos, dificuldades na socialização, obsessões e elevada ansiedade. Apesar do autismo ser muitas vezes considerada uma doença em que apenas se podem planear tratamentos de reabilitação, estudos recentes têm indicado que em alguns casos, nomeadamente quando causado por mutações em genes que controlam a formação e maturação das sinapses, os sintomas desta doença podem ser tratados.

 

Para este estudo, os investigadores do National Institutes of Health, nos EUA, basearam-se em resultados de estudos anteriores que constataram que a inibição de um subtipo do recetor do glutamato (um neurotransmissor), o mGluR5, poderia reduzir os sintomas das doenças do espectro do autismo. Esta classe de compostos, semelhantes ao GRN-529, agora testado, está a ser utilizada em ensaios clínicos em pacientes com dificuldades intelectuais e de desenvolvimento, Síndrome  X-frágil, um terço dos quais também apresentam características das doenças do espectro do autismo.

 

Assim para testar a sua hipótese, os investigadores liderados por Jacqueline Crawley, injetaram o GRN-529 em ratinhos que apresentavam alguns dos comportamentos característicos do autismo. O estudo revelou que os animais, submetidos a este tipo de tratamento, comunicavam mais entre si e apresentavam menos comportamentos repetitivos.

 

“Tendo em conta os elevados custos, monetários e emocionais, para as famílias, escolas e sistemas de saúde esperámos que este tipo de estudos consigam a ajudar a identificar medicamentos capazes de tratar os sintomas principais” deste tipo de doenças, revelou, em comunicado de imprensa, a investigadora.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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