Autismo afeta as mulheres de forma diferente

Estudo publicado na revista “Brain”

13 agosto 2013
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O autismo afeta diferentes partes do cérebro dos homens e das mulheres, refere um estudo publicado na revista “Brain”.
 

Através da realização de ressonâncias magnéticas, os investigadores da University of Cambridge, no Reino Unido, verificaram que a anatomia do cérebro de alguém com autismo depende substancialmente do sexo do indivíduo. Foi verificado que as áreas do cérebro das mulheres com autismo são semelhantes às áreas que tipicamente diferenciam o sexo masculino do feminino. Estas diferenças não foram observadas nos homens com autismo.
 

Este estudo mostra que as mulheres com autismo têm uma anatomia neurológica “masculinizada”. “Isto pode implicar mecanismos fisiológicos que conduzem o dimorfismo sexual, como hormonas sexuais pré-natais e mecanismos genéticos associados ao sexo”, explicou um dos autores do estudo, Simon Baron-Cohen.
 

O autismo afeta cerca de 1% da população e é mais prevalente nos homens. Desta forma, a maioria dos estudos tem-se focado em populações masculinas.
 

Este é um dos maiores estudos de imagens cerebrais realizados com participantes de ambos os sexos. As mulheres com autismo têm sido pouco reconhecidas. Neste sentido, os resultados deste estudo sugerem que não se deve assumir cegamente que tudo o que é observado para os homens com autismo se aplica às mulheres. “Este é, assim, um exemplo de diversidade dentro do espectro desta doença”, referiu o líder do estudo, Meng-Chuan Lai.
 

O colíder do estudo, Michael Lombardo, acrescentou ainda que apesar do autismo se manifestar de diferentes formas, a sua agrupação por género poderá ajudar a fornecer um melhor conhecimento desta condição. “O autismo é complexo e muito diversificado ou heterogéneo. Este novo estudo indica que há subgrupos do espectro de autismo, nomeadamente se o indivíduo em causa é do sexo masculino ou feminino. A redução da heterogeneidade, através da criação de subgrupos, irá permitir que a investigação faça progressos significativos no que diz respeito ao conhecimento dos mecanismos que causam o autismo”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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