Austrália: Defensores da eutanásia distribuem «saco de suicídio»

Governo condena mas não pode proibir

20 agosto 2002
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Os defensores da eutanásia iniciaram ontem, na Austrália, a distribuição de "sacos de suicídio" - sacos de plástico que os doentes em fase terminal poderão utilizar a fim de asfixiar.
 

 

Os sacos, baptizados "sacos australianos de saída", vão ser distribuídos aos membros do grupo Exit Australia, defensor do direito à eutanásia, o qual já recebeu 150 pedidos.
 

 

Os sacos têm uma abertura equipada com um elástico que envolve o pescoço e provoca uma asfixia lenta e - dizem os seus inventores - não dolorosa.
 

 

Segundo o fundador do Exit Australia, Phillip Nitschke, este kit, um tanto macabro ou mesmo radical, foi a única opção deixada ao seu grupo, após as autoridades australianas terem decidido
 

 

manter em vigor as leis que qualificam de crime a ajuda ao suicídio.
 

 

Phillip Nitschke explicou que os sacos oferecem uma solução àqueles que não têm relações familiares ou de amizade ou dinheiro para se suicidar através de medicamentos.
 

 

Ao mesmo tempo, negou que a asfixia seja uma morte horrível. "É até uma morte muito tranquila. O saco não impede de respirar. O que acontece é que se respira cada vez menos oxigénio, acabando a pessoa por adormecer e morrer", assegurou.
 

 

Peter Beattie, primeiro-ministro do Estado de Queensland, onde a campanha foi lançada, já condenou tais "sacos de suicídio" mas adiantou que o seu governo não podia proibi-los. Com efeito, tal interdição obrigaria a pôr em prática a proibição de muitos outros objectos de uso comum, como as facas ou as lâminas de barbear.
 

 

Fonte: Diário de Notícias
 

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