Aumento do consumo de café diminui risco de diabetes tipo 2

Estudo publicado na revista “Diabetologia”

30 abril 2014
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O aumento de cerca de uma chávena e meia de café por dia, ao longo de quatro anos, diminui o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2, defende um estudo publicado na revista “Diabetologia”.
 

Estudos anteriores já tinham associado o consumo de café e chá a um menor risco de desenvolvimento da diabetes tipo 2. Contudo, pouco se sabia sobre como as alterações do consumo destas bebidas afetavam o risco de desenvolvimento subsequente desta doença.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Harvard, nos EUA, contaram com a participação de um total de 95.974 mulheres e 27.759 homens. Ao longo de 20 anos e cada dois a quatro anos foram recolhidas informações sobre a dieta, estilo de vida e doenças crónicas dos participantes. No total foram identificados 7.269 casos de diabetes tipo 2.
 

O estudo apurou que os participantes que aumentaram o consumo de café em mais de uma chávena por dia, uma média de 1,69 chávenas por dia, ao longo de quatro anos apresentaram um risco 11% menor de desenvolver diabetes nos quatro anos subsequentes, comparativamente com aqueles que não alteraram o seu padrão de consumo.
 

Por outro lado, os indivíduos que diminuíram o seu consumo de café, em uma ou mais chávenas por dia, apresentaram um aumento de 17% no risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2. As alterações associadas ao consumo de chá não alteraram o risco de diabetes tipo 2.
 

Os investigadores também verificaram que aqueles que ingeriam quantidades de café consideradas elevadas, três ou mais chávenas por dia, e que mantiveram este consumo apresentaram um risco 37% menor de desenvolver diabetes tipo 2, comparativamente com aqueles que apenas consumiam uma chávena ou menos por dia.
 

“Estes resultados demonstraram que, para a maioria das pessoas, o café tem efeitos benéficos na saúde. Contudo, o café é só um dos fatores que influencia o risco de desenvolvimento da diabetes. Acima de tudo, as pessoas devem vigiar o seu peso e serem fisicamente ativas”, conclui, um dos autores do estudo, Frank Hu.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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