Aumento de peso aumenta risco de insuficiência cardíaca

Estudo publicado na “PLOS Medicine”

01 julho 2013
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Apenas alguns quilos extra podem aumentar o risco de insuficiência cardíaca em 17%, sugere um estudo publicado na “PLOS Medicine”.
 

Estudos anteriores já tinham indicado que havia uma associação entre a obesidade e as doenças cardiovasculares, mas não havia dados que indicassem claramente se a obesidade era a causa ou apenas um sinal da doença.
 

Um estudo prévio verificou que as raparigas com excesso de peso apresentavam um maior risco de se tornarem obesas e de sofrerem de doenças cardíacas à medida que cresciam. Um outro estudo sugeriu que o tamanho da cintura era, comparativamente à obesidade, o indicador mais preciso no que diz respeito ao desenvolvimento da doença cardíaca.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, propuseram-se a determinar se a obesidade era de facto a causa das doenças cardiovasculares ou se era apenas um marcador de algo no estilo de vida de um indivíduo que causava a doença.
 

Os investigadores, liderados por Tove Fall, contaram com a participação de cerca de 200.000 indivíduos europeus e australianos para determinar se uma variante do gene FTO, que controla o apetite e aumenta o índice de massa corporal (IMC), estava também associada a várias doenças cardiovasculares e metabolismo. Foi verificado que os indivíduos com esta variante genética, que conduz a um aumento do IMC, também apresentavam um risco de insuficiência cardíaca e diabetes.
 

O estudo apurou que um aumento de apenas uma unidade no IMC fazia subir em cerca de 20% o risco de se desenvolver insuficiência cardíaca. Adicionalmente, foi confirmado que a obesidade aumenta a pressão arterial, os valores de insulina, os marcadores de inflamação, o risco de diabetes e piora os níveis de colesterol.
 

“Através deste método genético, podemos agora confirmar o que já há muito as pessoas acreditavam, que o aumento do IMC contribui para o desenvolvimento da insuficiência cardíaca. Também verificámos que o excesso de peso conduz a um aumento das enzimas do fígado. Este tipo de conhecimento é importante, uma vez que reforça a necessidade de tomar medidas sociais preventivas para combater a epidemia da obesidade, bem como as suas consequências”, conclui, um dos autores do estudo, Erik Ingelsson.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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