Aumento da média de idades no diagnóstico de VIH/sida

Exceção para homossexuais

01 julho 2013
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“A idade mediana à data do diagnóstico apresenta tendência crescente”, tendo simultaneamente aumentado a proporção de novas infeções em homens, atesta um relatório sobre a situação do VIH/sida em Portugal em 2012 do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.
 

Segundo a agência Lusa, a média de idades à data do diagnóstico da infeção por VIH tem vindo a aumentar tanto nos homens como nas mulheres, exceto no grupo dos homossexuais, onde a mediana de idades sofreu uma diminuição.
 

O relatório foi apresentado pela especialista Helena Cortes Martins, que afirmou que está a acontecer uma transmissão da infeção “mais tardia”, sobretudo nos heterossexuais. Isto pode indicar que as camadas mais velhas da população “não estão cientes da importância de serem testadas” para o VIH.
 

A média idades tem aumentado tanto nos homens como nas mulheres com relações heterossexuais, tendo-se situado em 2012 nos 41 anos, o que “acabou por ser uma surpresa” para os investigadores, comentou a responsável do núcleo de vigilância do VIH/sida. Relativamente aos homossexuais, a idade à data do diagnóstico tem decrescido, o que pode significar que este grupo se tem submetido a mais testes para o VIH. Não obstante houve um aumento dos casos que referem o sexo entre homens como o comportamento de risco para a infeção.
 

A transmissão do VIH/sida associada ao consumo de droga corresponde a 10% dos casos para os diagnósticos realizados em 2012, sendo que 24% dizem respeito a relações homossexuais e 63% a relações heterossexuais.
 

Uma análise efetuada aos valores de 2005 a 2011 revela uma redução de 79% do número de casos relacionados com o consumo de drogas e um decréscimo de 21% nos associados à transmissão heterossexual, enquanto a transmissão homossexual aumentou 33% no mesmo período.
 

O número de mortes por VIH/sida registado no ano passado totalizou 139, tendo sido o mais baixo de sempre dos últimos 23 anos.
 

No que respeita à origem geográfica, verificou-se um aumento na proporção de novos casos de pessoas nascidas fora de Portugal, em particular oriundas da África Subsariana e, apesar de menos significativo, da América Latina.
 

Do total acumulado de 42.580 casos diagnosticados em Portugal desde 1985, há três distritos que se destacam como os que assinalam mais casos: Lisboa, Porto e Setúbal.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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