Aumento da longevidade: o papel de um gene

Estudo publicado na revista “Cell Reports”

04 setembro 2013
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A alteração da expressão de um único gene pode aumentar a esperança de vida em cerca de 20%, sugere um estudo publicado na revista “Cell Reports”.
 

O gene, conhecido por mTOR, está associado o equilíbrio da energia e do metabolismo. Agora os investigadores do National Institutes of Health, nos EUA, acreditam que este gene está também envolvido no aumento da longevidade associada à restrição calórica.
 

Para o estudo os investigadores criaram ratinhos geneticamente modificados para expressar uma menor quantidade de mTOR, 25% inferior ao normal. Apesar destes animais serem mais pequenos, comparativamente com os animais controlo, tinham uma aparência normal.
 

O estudo apurou que longevidade média destes animais com expressão de mTor reduzida, era de 28 e 31,5 meses para os machos e fêmeas, respetivamente. Por outro lado, a longevidade média dos ratinhos controlo era de 22,9 meses para os machos e 26,5 meses para as fêmeas. Este aumento é o equivalente a um aumento de cerca de 16 anos nos humanos, de 79 para 85.
 

Os investigadores constataram que os ratinhos geneticamente modificados eram os que apresentavam, no geral, um tempo mais longo de longevidade e também apresentavam melhorias significativas em determinados órgãos, melhor memória e coordenação. Foi também verificado que estes animais também retinham mais massa muscular, postura e força.
 

O estudo revelou que, por outro lado, estes animais tinham uma maior perda do volume ósseo e à medida que envelheciam ficavam mais suscetíveis a infeções. Contudo, o líder do estudo, Toren Finkel, referiu que as alterações na expressão do gene não afetaram os animais de igual forma.
 

O investigador acrescentou que estes resultados poderão ajudar no desenvolvimento de terapias para doenças associadas à idade, como a doença de Alzheimer que atinge órgãos específicos. Contudo, na opinião dos investigadores são necessários mais estudos para determinar a forma como o processo de envelhecimento nos diferentes tecidos está associada ao nível molecular.
 

“Os nossos resultados sugerem que algumas intervenções que abrandam o envelhecimento podem, possivelmente, ter efeitos secundários negativos em tecidos específicos”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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