Aumentam as provas do efeitos nocivos do ecstasy

Pequenas doses podem provocar degenerações neurológicas

01 outubro 2002
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As provas sobre os efeitos nocivos do ecstasy, uma das drogas mais consumidas entre os jovens, aumentam. Um estudo realizado por uma equipa de cientistas da universidade americana, John Hopkins, provou que a ingestão de apenas algumas doses desta droga podem causar, a longo prazo, a degeneração de células neurológicas, segundo testes feitos em chimpanzés.
 

 

Os neurónios( células do córtex cerebral) ligados ao controlo de movimentos, às respostas sentimentais e cognitivas e à sensação de prazer são os mais afectados, segundo este estudo publicado na revista Science.
 

Os consumidores são afectados por tremores devido a uma perda entre os 80 e 90% da dopamina no cérebro, quando atingem um determinado nível de lesão neuronal ligada aos movimentos.
 

 

«O que é mais preocupante em relação aos nossos resultados é que, em consequência das lesões provocadas neste tecido celular, os jovens podem estar a aumentar seriamente os riscos de virem a desenvolver sintomas idênticos aos da doença de Parkinson», adverte o coordenador do estudo, George Ricaurte
 

 

Como os efeitos desta droga só são visíveis a longo prazo, os jovens consumidores não têm uma verdadeira noção dos perigos que correm.
 

 

Mas Ricaurte afirma: «A margem de risco na utilização desta droga é altíssima».
 

 

Os efeitos nocivos do ecstasy já eram conhecidos anteriormente, no que respeita a destruição de células ligadas à produção de serotonina, um químico envolvido na comunicação celular responsável pelas variações de humor e comportamento.
 

 

Fonte: Diário Digital
 

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