Aumentam as cirurgias aos ouvidos de crianças

Bactéria resistente faz crescer número de intervenções nos EUA

09 maio 2005
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Um número de crianças que necessitam ser operadas para tratar infecções graves no ouvido tem vindo a aumentar nos EUA, devido a bactérias resistentes a medicamentos, afirmou um grupo de médicos do Texas.
 

 

O número de infecções graves no ouvido diminuiu bastante desde que os antibióticos chegaram ao mercado, mas os cientistas destacam que o uso exagerado dos fármacos levou ao desenvolvimento de estirpes de bactérias resistentes a medicamentos.
 

 

O principal autor do estudo, Jeffrey S. Zapalac, do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas, em Dallas, suspeitou que estavam a ser realizadas mais cirurgias aos ouvidos de crianças com graves infecções. Por isso, decidiram analisar se as bactérias resistentes a antibióticos são responsáveis por esse aumento.
 

 

A equipa examinou os registos médicos de 90 pacientes, com idades entre os três meses e os 16 anos de idade, que foram tratados pelo grupo durante um período de sete anos e meio. Os médicos verificaram que o número de crianças a precisar de intervenções cirúrgicas cresceu de sete, no início do estudo, para 11 na metade do estudo. Perto do final da investigação, chegou a 14.
 

 

Também descobriram que as bactérias resistentes foram encontradas com mais frequência no final do estudo, de acordo com o artigo publicado na Archives of Otolaryngology--Head and Neck Surgery.
 

 

«O estudo ajuda a verificar a suspeita de que o desenvolvimento de estirpes bacterianas resistentes resulta em infecções mais graves», disse o co-autor do estudo, Peter S. Roland, em entrevista à Reuters. «O uso excessivo de antibióticos pode levar ao desenvolvimento de resistência das bactérias.»
 

 

Roland recomenda aos médicos para «prescreverem antibióticos apenas se existe uma infecção bacteriana verdadeira e se tiverem boas provas para fundamentar o diagnóstico». Além disso, as pessoas que cuidam das crianças devem garantir que elas tomem os antibióticos correctamente.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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