Atrasar o corte do cordão umbilical protege bebés de anemia

Estudo publicado “British Medical Journal”

22 novembro 2011
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Os recém-nascidos têm uma menor probabilidade de apresentar deficiências de ferro e anemia se o seu cordão umbilical for cortado pelo menos três minutos após o nascimento, sugere um estudo publicado no “British Medical Journal”.

 

A deficiência de ferro e anemia ferropénica são os principais problemas de saúde pública em crianças pequenas, em todo o mundo, e estão associados com um fraco neurodesenvolvimento. As crianças pequenas estão particularmente sob risco devido às suas necessidades de ferro durante esta fase de  crescimento rápido.
 

Apesar de já estar estabelecido que atrasar o corte do cordão umbilical impedia a deficiência de ferro havia resultados contraditórios quanto ao risco de icterícia e outros problemas de saúde.
 

Neste estudo, os investigadores liderados por Ola Andersson, do Hospital de Halland, na Suécia, contaram com a participação de 400 recém-nascidos de termo, aos quais foi cortado o cordão umbilical entre os dez segundos e os três minutos após o nascimento.
 

Quatro meses após o nascimento os investigadores verificaram que, os bebés aos quais tinha sido retardado o corte do cordão umbilical tinham melhores níveis de ferro e havia menos casos de anemia neonatal.
 

Os investigadores estimam que, por cada 20 bebés com atraso de três ou mais minutos no corte do cordão umbilical, um caso de deficiência de ferro pode ser impedido. Adicionalmente este procedimento não estava associado com nenhum problema de saúde.
 

Os autores do estudo revelaram em comunicado enviado à imprensa que, retardar o corte do cordão umbilical, “deverá ser considerado um tratamento padrão para todos os partos de termo (…).”
 

Patrick van Rheenen, consultor de Pediatria da Universidade de Groningen, na Holanda, revela que agora já existem evidências suficientes para encorajar o atraso do corte do cordão umbilical. Revelando que, “o equilíbrio entre os riscos maternos e os benefícios dos bebés em atrasar o corte do cordão, agora claramente beneficia a criança. Quantas mais provas são necessárias para convencer os obstetras e as parteiras que vale a pena esperar três minutos para permitir a ocorrência da transfusão placentária?”
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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