Atrasar o corte do cordão umbilical pode ser benéfico para os bebés de elevado risco

Estudos publicados no “Journal of Perinatology”

29 setembro 2015
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O corte do cordão umbilical ocorre na maioria dos casos dez segundos após o nascimento. Contudo, o estudo publicado no “Journal of Perinatology” sugere que o corte do cordão 30 a 45 segundos após o nascimento pode ter vantagens para os bebés extremamente prematuros.
 
O estudo levado a cabo pelos investigadores do Nationwide Children's Hospital, nos EUA, constatou que os bebés prematuros com atraso no corte do cordão umbilical tinham valores da pressão arterial mais elevados nas primeiras 24 horas de vida e necessitavam de menos transfusões de eritrócitos ao longo dos 28 dias após o nascimento, comparativamente com aqueles em que o cordão umbilical tinha sido cortado de imediato. Além disso, o atraso no corte do cordão umbilical não afetou a segurança dos bebés logo após o nascimento.
 
O estudo analisou 40 bebés que tinham nascido com uma idade gestacional de entre 22 a 27 semanas. Um bebé é considerado de termo completo às 39 semanas, enquanto as 22 semanas são consideradas o limite da viabilidade. A média do peso dos bebés à nascença era de 635 gramas.
 
Os investigadores, liderados por Carl Backes, tinham já publicado um estudo em julho que defendia que o atraso do corte do cordal umbilical poderia ser benéfico para os recém-nascidos com problemas cardíacos congénitos. Verificou-se que os bebés cujos cordões umbilicais foram cortados aproximadamente dois minutos após o nascimento necessitavam de menos transfusões de eritrócitos, comparativamente com aqueles em que o cordão tinha sido cortado nos primeiros dez segundos de vida.
 
O atraso no corte do cordão umbilical permite um aumento do volume de sangue no bebé, que melhora o fluxo sanguíneo pulmonar e outras medidas da circulação sanguínea, estabilizando a pressão arterial. Isto pode ser particularmente importante para os bebés com problemas cardíacos congénitos críticos.
 
Na opinião do investigador são necessários mais estudos nestes dois grupos de populações de bebés para verificar se os benefícios a curto prazo se traduzem em reduções na morbidade a longo prazo. Contudo, “os resultados preliminares parecem ser promissores”, conclui Carl Backes.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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