Atrasar corte do cordão umbilical é benéfico para o desenvolvimento dos bebés

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

17 dezembro 2014
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Atrasar o corte do cordão umbilical em cerca de dois minutos conduz a um melhor desenvolvimento do bebé durante os primeiros dias de vida. O estudo publicado na revista “Pediatrics” defende que o momento do corte do cordão umbilical afeta a resistência ao stress oxidativo nos recém-nascidos.
 

De acordo com um dos autores do estudo, Julio José Ochoa Herrera, o corte do cordão umbilical é uma das intervenções cirúrgicas mais frequentemente praticadas nos seres humanos. Contudo, o momento certo do corte ainda é um tema um pouco controverso, tendo importantes repercussões tanto para a mãe como para o recém-nascido.
 

De forma a tentar elucidar um pouco mais este tema, os investigadores da Universidade de Granada, em Espanha, compararam, pela primeira vez, o impacto do momento do corte no stress oxidativo e no sinal inflamatório produzido durante o parto, tanto na mãe como no bebé
 

Para o estudo os investigadores contaram com a participação de 64 mulheres grávidas saudáveis, que tiveram um parto natural. O cordão umbilical de metade dos recém-nascidos foi cortado 10 segundos após o parto. Na outra metade o cordão umbilical foi cortado dois minutos após o nascimento.
 

O estudo apurou que o atraso no corte do cordão umbilical aumentava a capacidade antioxidativa dos recém-nascidos e também reduzia dos sinais inflamatórios induzidos durante o parto.
 

Os investigadores concluíram que estes efeitos podem melhorar o desenvolvimento do recém-nascido durante os seus primeiros dias de vida.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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