Atrasar a digestão da gordura reduz apetite

Estudo do Institute of Food Research

24 agosto 2010
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Atrasar a digestão das gorduras até ao íleo intestinal − parte terminal do intestino delgado − para induzir a sensação de saciedade pode tornar-se numa nova arma contra a obesidade, sugere um estudo do Institute of Food Research (IFR) do Reino Unido.

 


Se a digestão da gordura for atrasada, os ácidos gordos atingem o íleo, segregando uma série de hormonas que produzem saciedade. Com base nesta evidência, os cientistas do IFR trabalham no desenvolvimento de um fármaco que permita às gorduras chegarem intactas até ao íleo intestinal para que sejam processadas nesse ponto.

 


"Muita da gordura presente nos alimentos processados é consumida sob uma forma líquida, por exemplo, nas sopas, iogurte, gelado e maionese”, explicou, em comunicado de imprensa, Peter Wilde, do IFR, acrescentando que, graças a este trabalho, foi descoberta uma nova via para fazer com que as gorduras sejam digeridas de forma mais lenta e produzam a sensação de saciedade.

 


No estudo, os cientistas verificaram que uma proteína de soro normalmente estável é parcialmente quebrada quando é anexada à superfície de uma emulsão (um líquido). Quando um surfactante (também conhecido por “tensoactivo”) − substância que diminui a tensão superficial − é introduzido, ele actua sinergicamente com a gordura quebrando a camada proteica com mais eficácia. Deste modo, com a barreira enfraquecida, torna-se mais fácil o acesso das enzimas e sais biliares.

 


No momento, os cientistas efectuam experiências com tratamentos de enzimas e de calor para reduzir o efeito sinergético e tornar a barreira proteica mais forte.

 


Os cientistas do Institute of Food Research são os únicos no mundo a dedicar-se ao estudo dos mecanismos precisos de comportamento das emulsões sob diferentes condições e do seu processo de digestão, com o intuito de encontrar formas de controlar a saciedade.

 


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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