Atlas humano detalha proteínas associadas ao cancro

Estudo publicado na revista “Science”

27 janeiro 2015
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A primeira grande análise baseada no Atlas de Proteínas Humanas que inclui uma imagem detalhada das proteínas associadas ao cancro, a quantidade de proteínas presentes na corrente sanguínea e os alvos terapêuticos de todos os fármacos já aprovados, foi publicado na revista “Science”.
 

Este importante projeto de investigação internacional lançou em novembro de 2014 um mapa interativo das proteínas humanas. Com base em 13 milhões de imagens, a base de dados mapeia a distribuição de proteínas presentes em todos os órgãos e tecidos principais do corpo humano, mostrando tantos as proteínas que se restringem a determinados tecidos, como o cérebro, coração, fígado, como outras que estão presentes em todos os tecidos. Como se trata de uma base de acesso livre, espera-se que esta ajude a impulsionar o desenvolvimento de novos diagnósticos e fármacos, mas também que ajude a fornecer informações básicas da biologia humana.
 

Através da análise de aproximadamente 20.000 genes que codificam proteínas, os investigadores verificaram que metade dos genes expressa-se de forma ubíqua, estando portanto presentes em todos os tecidos analisados.
 

Os investigadores apuraram que aproximadamente 15% dos genes se encontram expressos em níveis significativos em um ou vários tecidos ou órgãos, incluindo proteínas específicas de tecidos bem conhecidos, como a insulina e a troponina. Verificou-se que os testículos é o órgão mais rico em proteínas, seguido do cérebro e fígado.
 

A análise sugere que cerca de 3.000 proteínas que são secretadas a partir das células e cerca de 5.500 proteínas adicionais estão localizadas nos sistemas de membranas das células.
 

Esta é uma informação importante para a indústria farmacêutica. Demonstrámos que 70% dos alvos dos fármacos aprovados são proteínas secretadas ou de membrana ", revelou, em comunicado de imprensa, o primeiro autor do estudo, Mathias Uhlén.
 

"Curiosamente, 30% destas proteínas alvo estão presentes em todos os tecidos e órgãos analisados. Isso pode ajudar a explicar alguns dos efeitos colaterais dos fármacos e, portanto, pode ter consequências para o futuro desenvolvimento de fármacos”, acrescentou.
 

A análise também contém um estudo das reações metabólicas que ocorrem em diferentes partes do organismo. O órgão mais especializado é do fígado com um grande número de reações químicas que não são encontradas noutras partes do organismo.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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