Atividades artísticas reduzem níveis de hormonas do stress

Estudo de universidade alemã

27 junho 2016
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Um novo estudo levado a cabo pela Universidade Drexel, na Alemanha, demonstrou que as atividades artísticas podem reduzir significativamente os níveis das hormonas associadas ao stress
 
Os resultados publicados na revista da Associação Americana de Arte-Terapia, “Art Therapy”, indicam que todos, independentemente de terem ou não qualquer experiência artística, podem beneficiar em igual medida das atividades artísticas na redução do stress.
 
Nesta investigação participaram 39 indivíduos com idades compreendidas entre os 18 e 59 anos. A todos foi pedido que participassem numa sessão de atividades artísticas com a duração de 45 minutos. Antes e após esta sessão, os cientistas mediram os níveis da hormona normalmente associada ao stress, o cortisol. Quanto maior o nível de cortisol, maior a probabilidade de o nível de stress ser igualmente mais elevado.
 
À disposição dos participantes encontravam-se marcadores e papel, plasticina e materiais para colagens. Os cientistas não deram quaisquer indicações aos participantes, pelo que estes eram livres de utilizar os materiais que entendessem para produzir uma qualquer obra artística ao seu critério. Durante esta atividade encontrava-se um terapeuta de arte à disposição dos participantes para prestar o apoio que fosse necessário.
 
De entre os participantes, apenas menos de metade referiu ter alguma experiência na produção de arte.
 
Os cientistas descobriram que os níveis de cortisol baixaram em 75% dos participantes durante a sessão de atividades artísticas. Embora se tenha registado uma variação nos níveis de redução do cortisol, não foi possível estabelecer uma correlação entre experiência artística anterior e níveis mais baixos da hormona.
 
Testemunhos escritos pelos participantes acerca da experiência corroboram estes achados: “Foi muito relaxante”, referiu um dos participantes. “Ao fim de cinco minutos senti-me menos ansioso. Fiquei menos obcecado com coisas que não tinha feito ou que precisava de fazer. Fazer arte permitiu-me colocar as coisas em perspetiva”, acrescentou.
 
Os resultados do estudo não revelaram qualquer correlação significativa entre o tipo de materiais usados e os níveis de cortisol.
 
Além disso, a investigação revelou uma fraca correlação entre idade e níveis mais baixos de cortisol. Indivíduos mais jovens apresentaram consistentemente níveis mais baixos da hormona após terem produzido arte.
 
Na opinião de uma das autoras da investigação, Girija Kaimal, tal poderá dever-se ao facto de “pessoas mais jovens ainda estarem à procura das melhores formas de lidar com stress e com obstáculos, enquanto indivíduos mais velhos – apenas por terem vivido mais e serem mais velhos – poderão ter mais estratégias de resolução de problemas e uma melhor gestão de stress”.
 
Por outro lado, 25% dos participantes registaram um aumento dos níveis de cortisol, o que pode ser explicado, de acordo com os investigadores, pelo entusiasmo provocado pela produção artística.
 
“O cortisol é fundamental para o funcionamento. Por exemplo, os nossos níveis de cortisol variam ao longo do dia – os níveis encontram-se mais altos de manhã, porque isso nos dá um aumento de energia para nos pôr a funcionar no início do dia. Poderá ter sido o caso que a produção de arte tenha provocado um estado de excitação e/ou envolvimento nos participantes do estudo”, explicou a investigadora em comunicado da universidade alemã.
 
Os investigadores esperam agora alargar o âmbito dos estudos para avaliar de que forma a criatividade pode ajudar ao bem-estar psicológico e melhorar a saúde mental.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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