Atividade mental mantem cérebro dos idosos saudável

Estudo apresentado na reunião anual da Radiological Society of North America

28 novembro 2012
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Ler, escrever ou fazer puzzles pode preservar a integridade estrutural dos cérebros dos idosos, sugere um estudo apresentado na reunião anual da Radiological Society of North America.
 

Estudos anteriores já tinham sugerido que os idosos que mantinham o cérebro ativo apresentavam uma melhor acuidade mental. Neste estudo os investigadores da Rush University Medical Center e do Illinois Institute of Technology, nos EUA, decidiram estudar qual o efeito que a atividade cognitiva poderia ter na integridade estrutural da substância branca. Esta substância, que é composta por fibras nervosas ou axónios, é responsável pela transmissão de informação através do cérebro.
 

Para o estudo os investigadores convidaram 152 participantes com uma média de 81 anos a indicar numa escala de um a cinco a frequência com que realizaram, no último ano, atividades mentais. Estas incluíam ler jornais, revistas, escrever cartas e jogar cartas ou outros jogos.
 

Ao longo dos 12 meses do período de acompanhamento, os participantes foram também submetidos a um tipo de ressonância magnética capaz de gerar uma anisotropia de difusão, a qual mede como as moléculas de água se movem no cérebro. Os investigadores explicaram que na substância branca, as moléculas de água movem-se mais facilmente em direções que são paralelas aos axónios, e menos nas que lhes são perpendiculares. Esta última situação ocorre pois o movimento das moléculas de água é impedido pelas membranas dos axónios e mielina.
 

O estudo refere que nos indivíduos com uma substância branca saudável, as moléculas de água não conseguem mover-se perpendicularmente às fibras nervosas. Por outro lado, num cérebro onde as estruturas estão afetadas pela idade, danos ou doenças, as moléculas de água conseguem  mover-se perpendicularmente e têm assim uma anisotropia de difusão menor.
 

Os investigadores constataram que quanto maior era a frequência da atividade cognitiva maiores eram os valores de anisotropia de difusão.
 

"Várias áreas do cérebro, incluindo regiões muito importantes para a cognição, apresentaram uma maior integridade microestrutural com uma atividade cognitiva mais frequente”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Konstantinos Arfanakis.
 

“Uma maior anisotropia de difusão nos idosos com uma atividade cognitiva frequente sugere que estes têm propriedade cerebrais similares aos indivíduos mais novos”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.  
 

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