Atividade mental ajuda a preservar a memória

Estudo publicado na revista “Neurology”

08 julho 2013
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Ler, escrever e participar em atividades que estimulam o cérebro são actividades que ajudam a preservar a memória, dá conta um estudo publicado na revista “Neurology”.
 

“Exercitar o cérebro através da participação de atividades deste tipo, ao longo da vida, é importante para a saúde do cérebro na terceira idade”, revelou, em comunicado de imprensa o autor do estudo, Robert S. Wilson.
 

Para o estudo, os investigadores do Centro Médico da Universidade de Rush, nos EUA, contaram com a participação de 1.294 indivíduos, os quais foram anualmente submetidos a testes de memória e raciocínio, ao longo de seis anos. Os participantes foram também questionados sobre a realização de atividades estimulantes durante a infância, meia-idade e na terceira idade.
 

Ao longo do estudo, 102 indivíduos desenvolveram demência e 51 distúrbios cognitivos médios. Os resultados dos testes sugeriram que, comparativamente com os indivíduos mentalmente pouco ativos, a memória dos mais ativos encontrava-se mais preservada.
 

Os investigadores apuraram que a taxa de declínio mental para os que participavam, numa idade mais avançada, em atividades estimulantes era 32% mais baixa, comparativamente com aqueles que tinham uma atividade cerebral normal. Por outro lado, a taxa de declínio mental era 48% mais rápida para os participantes que realizavam atividades mentais com pouca frequência.
 

De forma a comprovar estes resultados, os cérebros dos participantes foram autopsiados, após a sua morte, com o objetivo de encontrar sinais de demência, como a formação de placas e lesões cerebrais.
 

As autópsias confirmaram que os indivíduos que tinham sido mentalmente ativos ao longo da sua vida, apresentavam uma taxa de declínio mais lenta comparativamente com os restantes. Foi verificado que a atividade mental era responsável por cerca de um quarto das diferenças observadas no declínio cognitivo.
 

“Com base nestes resultados, não devemos subestimar os efeitos das atividades diárias, como ler ou escrever, nas crianças, em nós próprios, nos nossos pais ou avós”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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