Atividade física ajuda crianças com déficit de atenção e hiperatividade

Estudo publicado no “Journal of Pediatrics”

19 outubro 2012
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As crianças com déficit de atenção e hiperatividade têm um melhor desempenho escolar após a prática de 20 minutos de atividade de física, sugere um estudo publicado no “Journal of Pediatrics”.

 

Apesar de a maioria dos atuais tratamentos para o déficit de atenção e hiperatividade ter sucesso, muitos pais e médicos estão preocupados com os possíveis efeitos secundários dos mesmos, estando também os gastos com a medicação a aumentar.

 

Assim, este estudo mostra que a prática de exercício físico pode ser considerada uma ferramenta não farmacológica importante para este tipo de transtorno, a qual deveria ser recomendada pelos psicólogos.

 

Neste estudo, os investigadores da Michigan State University, nos EUA, convidaram 40 crianças com idades entre oito e dez anos, metade das quais sofria de déficit de atenção e hiperatividade, a caminharem rapidamente ou estarem sentadas a ler durante 20 minutos.

 

Posteriormente, os participantes foram submetidos a pequenos testes de compreensão e de matemática, similares aos testes mais longos e habituais. As crianças jogaram também um jogo de computador simples, no qual tinham de ignorar um estímulo visual para rapidamente determinarem em que direção é que um peixe estava a nadar.

 

O estudo apurou que as crianças que praticaram exercício físico obtiveram melhores resultados nos dois testes. No jogo de computador as crianças com déficit de atenção e hiperatividade foram capazes de se concentrar melhor e abrandar o ritmo após terem cometido um erro, para evitar futuros enganos.

 

A concentração conseguida após a prática de exercício físico é um desafio para as crianças com este tipo de transtorno. Na verdade, estudos anteriores demonstraram que as crianças com déficit de atenção e hiperatividade magoavam-se quase duas vezes mais que as outras crianças devido à falta de atenção.

 

O líder do estudo, Matthew Pontifex, revelou que este trabalho mostra que as crianças com este distúrbio necessitam de praticar mais atividade física diária. Apesar de trabalhos experimentais terem demonstrado que as crianças com este tipo de distúrbio tendem a participar em menos desportos, as escolas deviam incentivar este tipo de atividades.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

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