Atividade de vírus respiratórios pode aumentar com o frio

Declarações da Direção Geral de Saúde

09 fevereiro 2015
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A Direção Geral de Saúde reconheceu que as baixas temperaturas previstas para os próximos dias podem levar a um aumento da atividade dos vírus respiratórios. Contudo, a gripe está em “fase descendente”.
 

“O frio pode ter reflexos importantes na saúde das pessoas, como aumentar a atividade dos vírus respiratórios em circulação, nomeadamente a gripe, mas isso pode não acontecer. A gripe está em fase descendente e pode não haver influência direta das temperaturas nos vírus”, disse, à agência Lusa, a subdiretora geral da Direção Geral de Saúde (DGS), Graça Freitas.
 

Apesar de considerar que o pico da gripe já passou, Graça Freitas referiu que as pessoas em risco devem sempre vacinar-se até terminar a época gripal, em março, alertando, porém, que “mesmo sem picos, vai continuar a haver gripe”.
 

Graça Freitas referiu que o frio, por si só, já provoca alterações nos organismos, lembrando a importância da regulação da temperatura corporal, de forma a estar equilibrada, para não levar a situações de agravamento de doenças já existentes, que podem ter como consequência a morte.
 

“Nestas alturas de maior frio, há que tentar fazer tudo para ajudar o nosso corpo a manter os mecanismos de termorregulação, e podemos fazer isso com as recomendações gerais habituais”, acrescentou.
 

Graça Freitas sublinhou a importância do aquecimento das casas, com cuidados redobrados para as lareiras e braseiras, a ingestão de líquidos quentes e refeições quentes com mais frequência, evitando as bebidas alcoólicas que “dão a falsa sensação de aquecimento”.
 

“Vamos tentar todos fazer alguma coisa para contrariar este frio, que não é anormalmente baixo. Não é nenhuma catástrofe em termos de frio. É mais frio que o esperado, e temos de ter cuidados, mas há que não ter pânico em relação a isso”, disse.
 

Graça Freitas referiu ainda a importância de se protegerem os grupos mais vulneráveis, como as crianças e os idosos, lembrando que estes últimos muitas vezes “já não conseguem regular a temperatura corporal” e como tal não têm “a sensação de frio”.
 

“Daí que os cuidados de proximidade serem tão importantes para este grupo de pessoas, com a família, vizinhos ou amigos a providenciarem que tenham conforto térmico e que estejam hidratados, que tomem medicamentos para não descompensar patologias que tenham”, referiu.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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