Atividade cerebral e a resposta sexual masculina

Estudo das Universidades do Porto e Coimbra

01 junho 2015
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O Centro de Investigação em Sexualidade Humana (SexLab) da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (UP) e o Instituto Biomédico de Investigação de Luz e Imagem (IBILI) da Universidade de Coimbra (UC) estão a desenvolver um estudo sobre a resposta sexual masculina e os seus correlatos neuronais.
 

De acordo com o comunicado de imprensa da Universidade de Coimbra, ao qual a agência Lusa teve acesso, este estudo teve como objetivo “analisar a atividade cerebral e a resposta sexual de homens com e sem disfunção erétil, face à visualização de filmes de conteúdo sexual, durante a realização de uma ressonância magnética”.
 

Este é o primeiro projeto experimental a avaliar a interação entre a atividade cerebral, a resposta sexual e fatores psicológicos (cognições e emoções) durante a exposição a estímulos sexuais em homens com e sem disfunção erétil.
 

De acordo com os especialistas envolvidos no projeto, coordenado por Pedro Nobre e Miguel Castelo Branco, diretores do SexLab da UP e do IBILI da UC, respetivamente, este poderá ter repercussões na “consolidação de conhecimentos relacionados com a etiologia e manutenção da disfunção erétil e suas implicações para tratamento”, sustentam os especialistas envolvidos.
 

O objetivo geral deste estudo financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) é contribuir para “uma melhor compreensão desta problemática, avaliando os correlatos neuronais da resposta sexual em homens com e sem disfunção erétil”, defendem os investigadores.
 

Simultaneamente, “pretendem-se correlacionar estas medidas com alguns fatores psicológicos, como a personalidade, crenças sexuais e mecanismos de excitação e inibição sexual que constituem fatores de risco para o desenvolvimento de disfunções sexuais”, acrescentam Pedro Nobre e Miguel Castelo Branco.
 

O estudo necessita da colaboração voluntária de 40 homens, 20 dos quais com disfunção erétil com causas psicológicas e outros tantos sem dificuldades sexuais, que terão de efetuar uma entrevista, preencher questionários e realizar uma ressonância magnética, altura em que será avaliada a sua resposta sexual.
 

Os voluntários devem ser homens heterossexuais, com idades compreendidas entre os 18 e 50 anos, sem problemas médicos ou consumo de medicação que afetem a resposta sexual”, nomeadamente diabetes ou anti-hipertensores e antidepressivos.
 

Os interessados em participar no estudo, que “obedece a todas as normas éticas e de regulamentação, nomeadamente ao princípio da confidencialidade”, devem contactar, através do endereço eletrónico sexlab.ibili@gmail.com, os responsáveis pelo projeto.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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