Ativação da resposta imune: mais um passo na sua compreensão

Estudo publicado na “Nature Immunology”

26 julho 2013
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Investigadores americanos aprofundaram ainda mais o conhecimento sobre os estádios iniciais da resposta imunológica, o que proporciona novas vias para o desenvolvimento de tratamentos das doenças desde a esclerose múltipla ao cancro, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Immunology”.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Monash, nos EUA, caracterizaram, pela primeira vez, de que forma as proteínas conhecidas por interferão beta (IFNβ) se ligam às células e ativam o sistema imune. Estas proteínas, produzidas quando as infeções virais e bacterianas são detetadas, são vitais para a defesa do organismo. As IFNβ ativam as células imunes, como os macrófagos, sendo capazes de interferir com a replicação dos vírus e aumentar a resistência das células à infeção. Estas células aumentam também a resposta imunológica ao cancro.
 

O estudo refere que há cerca de 20 subtipos de interferões, que são produzidos durantes os diferentes estádios da resposta imunológica. Apesar de parecerem ter diferentes funções, estas bem como os fatores que as despoletam, não são ainda bem compreendidos.
 

Na opinião do líder do estudo, Paul Hertzog, “a função destas proteínas foi vital para o desenvolvimento de redefinição de terapias para as doenças como o lúpus e esclerose múltipla. Este tipo de terapia é útil no tratamento de várias doenças. No entanto, a sua dose é limitada pelos efeitos secundários. Por outro lado, estas proteínas parecem também conduzir ao aparecimento de algumas doenças autoimunes”.
 

“Quanto mais refinado for o nosso conhecimento sobre a função destas proteínas, mais os tratamentos podem ser otimizados, quer pelo impulsionamento ou bloqueio das suas funções”, acrescentou ainda o investigador.
 

Este estudo apurou que, quando o IFNβ se associa a uma célula, transmite um sinal pouco usual que parece estar associado com alguns efeitos tóxicos da terapia com interferão, como a sepsis. “Isto fornece um via promissora para prosseguir com ativação mais seletiva da ativação desta proteína”, diz Paul Hertzog.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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