Aterosclerose pode ser detetada mais cedo

Estudo publicado na “JAMA”

20 fevereiro 2014
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Os níveis de pressão arterial que aumentam progressivamente desde o início da idade adulta aumentam o risco de propensão para a aterosclerose e problemas cardíacos associados numa fase mais tardia da vida.
 

Um estudo conduzido por Norrina Allen e colegas da Universidade Northwestern, em Chicago, EUA, monitorizou a pressão arterial de mais de quatro mil jovens adultos por um período de 25 anos, e revelou que aqueles que tinham tido os níveis de pressão arterial aumentados ao longo desses anos demonstravam um maior risco de sofrerem aterosclerose e problemas cardíacos numa idade mais avançada.
 

A aterosclerose consiste na acumulação, nas paredes das artérias, de placas constituída por gordura, colesterol e cálcio, entre outras substâncias. Estas placas podem obstruir o fluxo sanguíneo, podendo causar problemas graves ou mesmo ser fatais, como doenças cardíacas ou das artérias.
 

Muitas pessoas não sabem que têm aterosclerose já que este problema não apresenta, geralmente, sintomas até provocar a obstrução de uma artéria, constituindo então uma emergência médica. A hipertensão arterial constitui um fator de risco para a aterosclerose e para as doenças cardíacas. No entanto este fator só é tido em conta em pessoas de média idade ou em idade avançada.
 

A equipa pretendia, com base nas leituras da pressão arterial dos participantes ao longo to tempo, determinar um padrão da pressão arterial que estivesse associada ao desenvolvimento da aterosclerose e problemas cardíacos associados. Este padrão serviria como um aviso e estaria associada a uma tendência para o desenvolvimento de doenças cardíacas.
 

Para medir a possibilidade de doença cardíaca, os investigadores mediram a calcificação da artéria coronária dos participantes, ou seja, até que ponto é que a aterosclerose tinha afetado as artérias do coração.
 

Para tal, contaram com a participação de 4.681 jovens adultos com idades compreendidas ente os 18 e os 30 anos no início do estudo.
 

Os dados recolhidos permitiram detetar cinco padrões distintos de pressão arterial: 22% dos participantes tiveram baixa pressão arterial durante o período do estudo; 42% mantiveram pressão arterial moderada durante o estudo; 19% tiveram pressão arterial relativamente alta durante o estudo e 5% tinham hipertensão arterial no início do estudo, a qual aumentou durante o período do mesmo.
 

O grupo com o maior nível de calcificação na artéria coronária, 25%, era o dos participantes que tinham tido níveis crescentes de pressão arterial ao longo do período de estudo. Por outro lado, apenas 4% dos participantes do grupo que tinha mantido níveis baixos de pressão arterial demonstrava índices elevados de calcificação na artéria coronária.
 

Sendo assim, os autores consideram que os padrões de pressão arterial devem ser tidos em consideração para calcular se a aterosclerose poderá causar calcificação nas artérias cardíacas numa fase mais avançada da vida.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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