Até 15% das crianças têm apneia do sono e 90% não são diagnosticadas

Estudo publicado na revista “Journal of the American Osteopathic Association”

18 fevereiro 2019
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Um novo estudo sugere que as crianças com distúrbios respiratórios do sono, que incluem a apneia obstrutiva do sono, poderão não ter o seu problema diagnosticado adequadamente.
 
Segundo uma equipa de investigadores de várias instituições norte-americanas dedicadas à medicina do sono, os sintomas dos distúrbios respiratórios do sono poderão ser frequentemente confundidos com problemas comportamentais. 
 
Os distúrbios respiratórios do sono podem prejudicar o desenvolvimento do cérebro e causar problemas cognitivos e comportamentais, indicaram.
 
Devido ao facto de a apneia do sono e doenças relacionadas causarem danos duradouros no desenvolvimento do cérebro durante os anos mais importantes, as crianças com distúrbios respiratórios do sono não diagnosticadas usam os serviços de saúde 226% mais do que a restante população.
 
A equipa mencionou que até 15% das crianças apresentam um distúrbio respiratório do sono. Contudo, em 90% dos casos, os sintomas são atribuídos, erradamente, a problemas emocionais e psicológicos na criança.
 
John White, coautor do estudo, referiu que as crianças com problemas comportamentais ou com suspeita de perturbação de hiperatividade com défice de atenção (PHDA) poderão, sim, estar a sofrer de uma carência crónica de sono reparador. 
 
A equipa explicou que o desenvolvimento neurocognitivo, a regeneração celular e o crescimento dos tecidos e ossos ocorrem durante o sono profundo. Porém, quando se dá a obstrução das vias respiratórias superiores, o cérebro passa de sono profundo para sono leve para recuperar a respiração normal. Ora, isto impede processos reparadores essenciais no corpo e mente.
 
Os sintomas de distúrbios respiratórios do sono nas crianças incluem ressonar, sono agitado, sonolência excessiva, enxaquecas, irritabilidade, urinar na cama e ranger de dentes.
 
“Após identificarmos a apneia do sono, o tratamento é normalmente muito eficaz. O desafio é apanhá-lo a tempo”, disse John White. “Os primeiros anos são fulcrais para o desenvolvimento do cérebro, sendo que é essencial que esta doença esteja na nossa mira”, explicou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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