Ataques cardíacos são mais comuns em atletas

Morte súbita é subestimada, diz Comité Olímpico

18 maio 2005
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A morte súbita em atletas de competição está a ser subestimada e o índice de ataques cardíacos entre jogadores já é quase três vezes superior às taxas registadas na população geral.
 

 

O alerta chegou do Comité Olímpico Internacional (COI) que reuniu recentemente na Suíça para chegar a um acordo sobre como lidar com o fenómeno que está a assustar atletas e patrocinadores (estes últimos receosos que de que a imagem seja afectada.
 

 

Um estudo elaborado por investigadores suíços aponta que, a cada ano, dois em cada 100 mil atletas, entre 12 e 35 anos, morrem vítimas de ataques cardíacos. O número pode parecer pequeno, mas para os cientistas é assustador, já que a incidência de ataques cardíacos mortais entre a população em geral é de apenas 0,7 em cada 100 mil pessoas por ano. «E entre a população que não é atleta profissional, a incidência é cerca de três vezes mais baixa que entre os atletas», apontou o estudo, afirma elaborado por Karin Bille, David Figueiras e Erik Meijboom, do Centro Hospitalar Universitário de Lausanne.
 

 

O estudo tentou desvendar as causas das mortes súbitas entre atletas com menos de 35 anos. A investigação também demonstrou que 90 por cento das mortes de atletas em competição ocorre devido a ataques cardíacos. Os demais motivos de mortes são asma, problemas pulmonares, problemas cerebrais, ruptura de uma artéria cerebral, assim como o consumo de drogas.
 

 

Com base nesse estudo, o «Protocolo de Lausanne» definiu orientações científicas para que os departamentos médicos das federações, clubes e escolas desportivas saibam o que fazer para evitar as mortes.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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