Ataque cardíaco: Os nove factores de risco

Investigadores identificam os factores perigosos

29 agosto 2004
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 O risco de sofrer de ataque cardíaco pode ser reduzido em 80 por cento para quem seguir uma alimentação equilibrada, não fumar, praticar desporto e evitar o stress, segundo o estudo internacional «Interheart» apresentado no domingo, no Congresso Europeu de Cardiologista de Munique, Alemanha. O estudo, coordenado por Salim Yusuf, da Universidade de McMaster do Canadá, chegou à conclusão de que existem nove factores que permitem prever o risco de ataque cardíaco em 90 por cento dos casos. Até agora acreditava-se que o risco só podia ser previsto em 50 por cento dos casos, explicou Yusuf. O projecto fez testes em 30 mil pessoas no mundo todo e demonstrou que os dois principais factores de risco são o tabagismo e o desequilíbrio de certas gorduras no sangue - a apolipoproteína B e a apolipoproteína A-1. Estes dois factores permitem o prognóstico de dois terços dos casos de ataque cardíaco, disse Yusuf. Além destes, há a hipertensão, a diabetes, gordura abdominal, stress, falta de consumo diário de frutas e verduras e o sedentarismo. Por outro lado, o consumo regular de quantidades moderadas de álcool, tem um certo efeito protector. Segundo Yusuf, o que mais surpreendeu os especialistas foi ter descoberto que os factores de risco parecem ser os mesmos em todas as regiões do mundo, independentemente da etnia, género ou idade da pessoa. «Isto é extraordinário e mudará a nossa concepção da prevenção dos ataques cardíacos. Significa que deveríamos estar em condições de prevenir a maioria em idades avançadas». O estudo demonstrou também que o risco de sofrer de enfarte em consequência do tabagismo é maior entre os jovens que entre os adultos, independentemente do género e da forma de consumo - cachimbo, cigarro, charuto, ou tabaco de mascar. No estudo, participaram 15.152 pessoas que já tinham sofrido um enfarte e 14.820 saudáveis, mas comparáveis ao primeiro grupo tanto em idade, como em sexo. Os testes foram realizados entre pessoas de 52 países, sendo sete mil da Europa, duas mil da América Latina, seis mil da China, quatro mil do sul da Ásia, duas mil do resto da Ásia e 1.400 da África. A investigação será publicado na revista especializada «The Lancet» no dia 11 de Setembro. Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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