Associações de doentes podem tornar-se "veículos" de interesses comerciais

Alerta socióloga do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz

20 abril 2010
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Sendo uma verdade incontestável que as associações de doentes respondem a muitas das necessidades dos seus associados, também não é menos verdade que elas correm o risco de se tornarem “veículos” de interesses comerciais, diz a socióloga Noémia Lopes, do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz.

 

Cada doença pode ser assinalada por um dia nacional, europeu, internacional e mundial, multiplicando, assim, as hipóteses de a patologia ser mencionada. Algumas vezes, estas datas são propostas por movimentos sociais, que pretendem alertar as entidades e a população para as necessidades dos doentes. “As associações respondem a algumas necessidades de quem tem uma doença crónica” e visam criar uma ligação entre pessoas que enfrentam o mesmo tipo de problema de saúde, disse à agência Lusa a socióloga.

 

Mas o aumento exponencial deste tipo de associações pode desencadear o interesse de terceiros, nomeadamente de laboratórios farmacêuticos. Uma vez que o Estado não apoia as associações de doentes, não é fácil para estas resistir às “dádivas” oferecidas pelos laboratórios. Segundo a especialista, as associações de doentes são muitas vezes “veículos” utilizados para fazer pressão para obter benefícios que não são só para os doentes, mas para outras entidades.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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