Associação quer tirar amputado de casa e alterar mentalidades

Declarações da Associação Nacional dos Amputados

16 fevereiro 2015
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Há cerca de um mês foi criada, no Porto, uma nova associação de apoio aos amputados portugueses que tem como objetivo “tirar as pessoas amputadas de casa e mudar mentalidades, criando um coletivo de aceitação”.
 

A presidente da Associação Nacional dos Amputados (ANAMP), Paula Oliveira, revelou à agência Lusa que a associação conta já com cerca de 40 associados, mas apelou aos amputados e suas famílias para que se juntem a este projeto.
 

“Neste momento, temos já três serviços para oferecer aos nossos sócios nas áreas da psicologia, jurídica e contabilística, são profissionais que estão a trabalhar pro-bono para a associação”, disse.
 

De acordo com Paula Oliveira, “40 sócios é um número bom para quem começou há cerca de um mês”, mas admitiu que este é “um processo complicado, porque as pessoas querem-se associar e ter benefícios imediatos”.
 

“Claro que como estamos a começar ainda temos pouco serviços para oferecer, estamos a fazer uma campanha na Internet, temos um site www.anamp.pt e uma página no Facebook, onde constam os serviços que já temos disponíveis e os protocolos que já estabelecemos”, acrescentou.
 

Paula Oliveira foi amputada há oito anos na sequência de um acidente de viação e, desde então, foi-se apercebendo das “várias lacunas” que existem.
 

“Ainda no seio hospitalar senti uma falta de apoio moral muito grande, falta de apoio psicológico e de apoios técnicos, quando saí do hospital. Muitas vezes tive de procurar ajuda na internet porque não há ninguém que nos ajude nesse sentido. Decidi, ao fim de oito anos de amputação, que tinha que fazer alguma coisa para ajudar pessoas que estão a viver a mesma situação que eu”, explicou.
 

A presidente da ANAMP pretende “ajudar as pessoas amputadas que sentem algum pudor de sair à rua, de conviverem, de serem empreendedoras e de quererem ter um emprego, porque sentem vergonha de si”.
 

“Como eu decidi, ao fim de seis meses de amputação, aceitar-me, para viver e ser feliz, acho que tenho por obrigação fazer alguma coisa para ajudar essas pessoas, tentar mudar mentalidades e ajudar”, acrescentou.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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