Associação Equiterapêutica ajuda idosos sobreviventes de cancro

Projeto de equitação terapêutica em Matosinhos

04 dezembro 2019
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Um projeto de equitação terapêutica em Matosinhos ajuda idosos sobreviventes ao cancro, na maioria mulheres, a ter uma vida melhor e a realizar sonhos, trabalhando os aspetos físicos e emocionais.
 
No terreno há uma década a trabalhar com pessoas portadoras de deficiência, a Associação Equiterapêutica do Porto e Matosinhos (AEPM) aceitou o repto da Associação de Apoio a Pessoas com Cancro (AAPC) para fazer nascer um novo projeto, agora dedicado a sobreviventes de doenças oncológicas.
 
“Percebemos nos últimos anos que a utilização de cavalos para fins terapêuticos, ou mesmo em atividades lúdicas e pedagógicas, é muito útil”, justificou à Lusa a presidente da AEPM, Joana Pereira.
 
As terapias “decorrem uma vez por semana”, com a “participação de oito utentes de cada vez”, no picadeiro do Lar do Comércio, em Matosinhos, podendo “durar cerca de duas horas”, acrescentou.
 
“Trabalham-se várias competências, mas principalmente a emocional, a relação que se estabelece com o animal”, disse Joana Pereira, enaltecendo também como mais-valias “o trabalho físico [em cima do cavalo] e as competências mentais”.
 
“Estamos a falar de doentes oncológicos que estão numa fase de sobrevivência. Falamos de emoções, de isolamento social e os ganhos são tentar recuperar, ainda melhor, numa fase de sobrevivência [em que ainda há] consequências da doença, quimioterapia e radioterapia”, vincou a coordenadora.
 
E prosseguiu: “são terapias que podem auxiliar, por exemplo, na falta de memória, que é uma consequência dos tratamentos, ao ter [acesso a] exercícios repetitivos, todos os meses ou semanas”.
 
Na “maioria mulheres sobreviventes do cancro da mama”, informou Susana Pires Duarte, coordenadora, a faixa etária dos utentes na equitação terapêutica vai dos 35 aos 73 anos.
 
Segundo a coordenadora, ocorre depois, nas consultas de psicologia, a segunda parte do tratamento, fazendo-se a “ponte das emoções vividas”.
 
O projeto é aberto a todas as pessoas que estejam a viver ou já tenham ultrapassado a doença.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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