Associação entre uso de paracetamol na gravidez e asma infantil é reforçada

Estudo publicado “Journal of Allergy and Clinical Immunology”

15 novembro 2010
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Novos dados reforçam a associação entre o risco de asma na infância e a exposição ao paracetamol na gravidez, de acordo com um estudo publicado no “Journal of Allergy and Clinical Immunology”.

 

De forma a avaliarem se existia alguma interacção entre o uso de paracetamol na gravidez ou na infância e os genes antioxidantes expressos pela mãe ou criança, os investigadores da Respiratory Epidemiology e do The London School of Medicine and Dentistry, no Reino Unido, analisaram os dados do British Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC), que acompanhou 14 mil crianças desde o nascimento, tendo começado na gravidez das suas mães e prosseguido até as crianças terem atingido os oito anos de idade.

 

Às mães foi solicitada informação sobre a utilização de paracetamol durante a gravidez, assim como se os seus filhos foram expostos a este fármaco durante a infância. Paralelamente também foi recolhida informação sobre presença de sibilos, sintomas de asma e alergia, juntamente com dados sobre a exposição ambiental e estilo de vida familiar. Entre os sete e os oito anos de idade as crianças foram submetidas a testes cutâneos de alergia e sanguíneos. Tanto as mães como as crianças tinham testes genéticos realizados.

 

Os investigadores encontraram evidências que sugerem que, o risco de asma na infância, associado à exposição pré-natal ao paracetamol, depende das variantes dos genes antioxidantes que as mães expressam. Pelo contrário, não foram observadas interacções entre o uso de paracetamol na infância e a expressão das mesmas variantes nas crianças.

 

Em comunicado enviado à empresa, o líder da investigação, Seif Shaheen, revelou que “estas últimas descobertas vêm confirmar o que já tinha sido constatado sobre as implicações da exposição ao paracetamol na gravidez e o desenvolvimento de asma infantil. No entanto, em última análise, uma relação de causa e efeito só pode ser confirmada através de ensaios clínicos aleatórios.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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