Associação entre genes e hipertensão comprovada

Estudo da Sociedade Portuguesa de Hipertensão

21 fevereiro 2014
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A associação entre fatores genéticos, uma maior propensão para desenvolver hipertensão arterial e uma maior sensibilidade ao sal foi comprovada, dá conta um estudo realizado pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH).
 

O estudo utilizou 1.852 amostras pertencentes ao estudo PHYSA (Portuguese Hypertension and Salt Study), da SPH, e que envolveu um total de 3.720 adultos. Os investigadores analisaram 16 variantes genéticas de 12 genes envolvidos no aumento do risco de hipertensão e de sensibilidade ao sal. Foi verificado que a prevalência de hipertensão na população portuguesa é de 42,2% e que 57,4% dos hipertensos não estão controlados.
 

De acordo com o comunicado enviado pela SPH, a primeira análise revela que existem duas variantes genéticas associadas a um risco aumentado de hipertensão, o que significa que quem apresentar uma destas duas variantes tem respetivamente uma probabilidade 22% ou 16% maior de vir a desenvolver a doença. Por outro lado, o estudo indica também que existe uma outra variante genética associada a um risco diminuído de hipertensão, que diminui em 25% a propensão para a hipertensão.
 

Existem ainda duas variantes genéticas associadas ao aumento da sensibilidade ao sódio (sal) e outras duas variantes genéticas associadas a um risco aumentado de eventos cardiovasculares e diabetes (de 23% e 19%).
 

“Estes resultados, apesar de preliminares (…) são muito interessantes, não só pela magnitude da amostra e pelo elevado número de genes que foram estudados em simultâneo, algo que nunca fora feito no nosso país anteriormente, mas também por confirmarem que na população portuguesa existem algumas pessoas com maior risco de desenvolver hipertensão arterial, quer diretamente, quer por aumento da sensibilidade ao sal”, referiu o presidente da SPH, Dr. Fernando Pinto.
 

A SPH lembra que, independentemente de ser mais ou menos propenso para a doença, é necessário adotar estilos de vida saudáveis, ter uma alimentação adequada, onde o sal deve ser substituído por especiarias e condimentos, e adotar uma prática regular de exercício físico.
 

Ao longo de 2014 a SPH espera concluir o estudo que poderá contribuir significativamente para o diagnóstico e tratamento desta causa de mortalidade e morbilidade.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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