Associação de fármacos potencia tratamento contra bactéria hospitalar comum

Estudo publicado na “Science Translational Medicine”

30 março 2012
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Um grupo de cientistas portugueses colaborou num estudo internacional que envolveu a associação de um novo fármaco com um antibiótico de forma a potenciar o tratamento de infeções por Staphylococcus aureus, resistentes a meticilina (SARM).

 

Mariana Pinho, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) da Universidade Nova de Lisboa, explicou à agência Lusa que foi associado "um antibiótico que já existia e que impede a síntese da parede da bactéria com "um inibidor da divisão” e "a combinação dos dois compostos é muito mais eficaz do que qualquer um deles em separado".

 

Uma outra consequência da inclusão das duas substâncias é que "podemos utilizar uma quantidade muito menor de antibiótico do que se tivermos de usar só um dos compostos em separado", explicou a investigadora.

 

"Usar quantidades menores é uma vantagem a outra é do ponto de vista de desenvolvimento da resistência, pois a bactéria para ser resistente tinha de ter duas mutações diferentes para resistir aos dois compostos", especificou Mariana Pinho.

 

Ao longo dos últimos anos, "temos vindo a construir uma biblioteca de estirpes de Staphylococcus aureus, uma bactéria patogénica conhecida principalmente pelo número de infeções hospitalares difíceis de tratar devido à resistência aos antibióticos e temos feito fusões entre proteínas dessa bactéria e proteínas fluorescentes", explicou Mariana Pinho.

 

O objetivo dos investigadores, desta farmacêutica e de outras entidades, é encontrar compostos que permitam reutilizar antibióticos que deixaram de ser eficazes porque as bactérias ganharam resistência.

 

"A ideia é encontrar compostos que potenciam o efeito dos antibióticos que já não funcionam a 100%", explicou Mariana Pinho.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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