Associação apoia famílias de crianças doentes

Associação de Apoio no Domicílio ao Recém-Nascido

26 junho 2014
  |  Partilhar:

Voluntárias da Associação CrescerBem fornecem apoio às famílias carenciadas com crianças em tratamento hospitalar, dão-lhes comida e bens essenciais, e também as ensinam a cozinhar, a organizar a casa e a resolver problemas burocráticos.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, a Associação de Apoio no Domicílio ao Recém-Nascido foi fundada há três anos no Hospital D. Estefânia tendo já estendido o seu trabalho aos hospitais Santa Maria e São Francisco Xavier.
 

“Nos primeiros dois anos abrangemos 1.000 famílias que circulam pelos hospitais”, disse à agência Lusa a presidente da associação, Isabel Santos.
 

Além da ajuda prestada nos hospitais, a associação acompanha estas famílias em casa. Semanalmente, dão-lhes alimentos, produtos de higiene, calçado e roupa, mas também prestam outro tipo apoio.
 

“São famílias sem uma estrutura familiar que as suporte, muitas vêm dos PALOP com uma criança doente pela mão, outras são mães solteiras ou adolescentes e muitas imigrantes sozinhas”, referiu Isabel Santos.
 

Relativamente ao tipo de apoio prestado às famílias sinalizadas pelos serviços sociais dos hospitais, a responsável deu como exemplo: “Quando as mães são adolescentes, ajudamo-las a ser mães”.
 

A associação também “trata de todos os papéis necessários para a família poder receber as prestações sociais do Estado” e, no caso de serem imigrantes, trata da sua legalização no país e apoia a sua inserção no mercado de trabalho.
 

Em 2013, a associação ajudou 33 crianças em regime de visita domiciliária, fez cerca de 900 visitas a casa destas famílias, entregou alimentos a 300 famílias e distribuiu 50 lanches no serviço de prematuros do Hospital de Santa Maria.
“Dar comida aos utentes não fazia parte do projeto base da instituição, mas as crescentes carências das famílias, com grandes dificuldades na aquisição de leites e papas para os bebés, ditaram a necessidade da entrega mensal de cabazes”, disse Isabel Santos.
 

De acordo com a associação, 89% das famílias acompanhadas em regime de ambulatório não têm recursos financeiros suficientes. Das famílias apoiadas no domicílio, 61% das mães estão desempregadas e apenas metade dos pais está empregado.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.