Assembleia recomenda criopreservação de ovócitos de mulheres com cancro

Recomendação publicada no Diário da República

12 agosto 2015
  |  Partilhar:
A Assembleia da República (AR) recomendou ao Governo que crie um programa de criopreservação de ovócitos de mulheres com doença oncológica, noticia a agência Lusa.
 
A recomendação publicada no início desta semana em Diário da República visa salvaguardar o direito das mulheres com cancro “à saúde sexual e reprodutiva, à maternidade e à constituição de família”.
 
Nesse sentido, e com vista à garantia da acessibilidade aos tratamentos de infertilidade, a AR sugere o “reforço da capacidade dos centros públicos de Procriação Medicamente Assistida (PMA) com cobertura em todo o território nacional”.
 
Este reforço deve conduzir ao “aumento do número de ciclos e à eliminação das listas de espera, assegurando a todos os casais inférteis o acesso às técnicas de PMA”.
 
Para tal, deve ser ampliada a rede de centros públicos de PMA na zona sul do país, criando pelo menos um centro público que sirva a região do Alentejo e Algarve, e ponderada a criação de um centro público de PMA nos Açores.
 
Deve ainda ser reforçada “a capacidade dos atuais centros públicos de PMA através da valorização profissional e social dos profissionais de saúde e da alocação dos meios humanos e técnicos para satisfazer as necessidades da população”.
 
A recomendação da AR inclui ainda “a implementação de campanhas de informação e sensibilização dos jovens para as questões relacionadas com a infertilidade, designadamente os seus fatores, a prevenção, o acompanhamento e tratamento, bem como as respostas públicas e os procedimentos a adotar perante um diagnóstico de infertilidade”.
 
O Diário da República publica ainda uma recomendação para que o Governo adote medidas para “a efetivação dos direitos sexuais e reprodutivos”.
 
O parlamento defende que seja assegurado um “médico de família e enfermeiro de família a todos os utentes, em especial às mulheres grávidas”.
 
O Governo deve ainda garantir “a existência de consultas de planeamento familiar que abranjam especificamente, entre outras, as questões da reprodução, preparação para o parto, para a maternidade e paternidade e da infertilidade”.
 
O acesso de todas as mulheres grávidas à saúde materna, ao acompanhamento clínico adequado e de qualidade e a todos os cuidados de saúde necessários é igualmente recomendado.
 
Finalmente, a AR defende ainda a garantia do “adequado e regular acompanhamento médico e psicológico, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, que permita a promoção e a defesa da saúde sexual e reprodutiva das mulheres ao longo da vida”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.