Aspirina reduz risco de carcinoma hepatocelular

Estudo publicado no “Journal of the National Cancer Institute”

04 dezembro 2012
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A toma de aspirina está associada a um menor risco de carcinoma hepatocelular, o tipo mais comum de cancro do fígado, e morte por doença crónica do fígado, sugere um estudo publicado no “Journal of the National Cancer Institute”.
 

O carcinoma hepatocelular atinge maioritariamente os indivíduos com doença crónica do fígado. Alguns estudos têm por esse motivo sugerido que o cancro pode ser o resultado da inflamação crónica neste órgão o que afeta o processo celular.
 

Dadas as suas propriedades anti-inflamatórias e a sua utilização generalizada na prevenção de problemas cardíacos e doenças cerebrovasculares como acidente vascular cerebral, os investigadores têm vindo a estudar o potencial efeito da aspirina e de outros fármacos anti-inflamatórios não esteroides na prevenção do cancro.
 

Neste estudo os investigadores do National Cancer Institute, nos EUA, decidiram investigar, especificamente, os efeitos dos fármacos anti-inflamatórios não esteroides no risco do cancro do fígado e na morte por doença crónica deste órgão uma vez que os dados obtidos até à data ainda permanecem controversos.
 

No total os investigadores acompanharam, ao longo de 10 a 12 anos, 300.504 indivíduos com idades compreendidas entre os 50 e os 71 anos, que tomavam aspirina ou outros fármacos anti-inflamatórios não esteroides.
 

O estudo apurou que comparativamente com os indivíduos que não tomavam fármacos anti-inflamatórios não esteroides, os que tomavam apresentavam um risco menor de carcinoma hepatocelular e morte por doença crónica do fígado. Contudo, foi verificado que o efeito da toma de aspirina ou de outros fármacos anti-inflamatórios não esteroides era diferente.
 

Os investigadores constataram que os pacientes que tomavam aspirina tinham um risco 41 e 45% menor de carcinoma hepatocelular e de morte por doença crónica do fígado, respetivamente. No entanto, os pacientes que tomavam outros fármacos anti-inflamatórios não esteroides não apresentavam um risco reduzido de carcinoma hepatocelular e apenas apresentavam um risco 26% menor de morte por doença crónica do fígado.
 

“A aspirina quando tomada isoladamente ou conjuntamente com outros fármacos anti-inflamatórios não esteroides mostrou um efeito protetor consistente tanto na incidência do carcinoma hepatocelular como mortalidade por doença crónica do fígado, independentemente da frequência ou exclusividade da utilização”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Vikrant V. Sahasrabuddhe.
 

Caso estas associações sejam confirmadas, a toma de aspirina pode “abrir novas perspetivas para a quimioprevenção do carcinoma hepatocelular e mortalidade por doença crónica do fígado”, concluem os investigadores.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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