Aspirina reduz risco de AVC major

Estudo publicado na revista “The Lancet”

13 junho 2016
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A utilização rápida da aspirina pode reduzir substancialmente o risco de acidente vascular cerebral (AVC) major nos pacientes com sinais de aviso menores, defende um estudo publicado na revista “The Lancet”.
 

A aspirina é administrada aos pacientes que sofreram um AVC ou um ataque isquémico transitório, também conhecido como “mini-AVC” para impedir futuros AVC, após terem sido avaliados no hospital, e diminuir o risco de AVC em 15%, a longo prazo.
 

Peter Rothwell, o líder do estudo, refere que o risco de um AVC major é muito elevado após um ataque isquémico transitório ou mini-AVC (cerca de mil vezes maior), mas apenas durante poucos dias. Em estudos anteriores, uma equipa europeia de investigadores já tinha demonstrado que o tratamento médico urgente com um cocktail de fármacos diferentes poderia reduzir o risco de AVC de 10 para 20% durante uma semana. Contudo, os investigadores não sabiam qual dos componentes do cocktail era o mais importante.
 

“Um dos tratamentos utilizados era a aspirina, mas sabíamos através de outros ensaios clínicos que o benefício a longo prazo da aspirina na prevenção do AVC era relativamente modesto”, referiu o investigador.
 

De forma a averiguar se a toma imediata deste fármaco poderia ter efeitos mais benéficos, os investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, do Centro Médico Universitário de Utrecht na Holanda, da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha e da Universidade de Lund, na Suécia, analisaram os dados de 12 ensaios clínicos, que incluíram 16 mil indivíduos, aos quais tinha sido administrada aspirina para prevenção secundária de longo prazo. Além disso, foram também analisados dados de 40 mil pacientes que estavam a tomar aspirina para o tratamento do AVC agudo.
 

O estudo apurou que a maioria do benefício da aspirina na redução do risco de um novo AVC centrou-se nas primeiras semanas. Verificou-se que a aspirina também reduziu a gravidade destes AVC precoces. Em vez da redução global de 15% no risco a longo prazo, a aspirina reduziu um risco precoce de um AVC fatal ou incapacitante em cerca de 70 a 80% nos primeiros dias e semanas.
 

"Os nossos achados confirmam a eficácia do tratamento urgente após ataque isquémico transitório ou mini-AVC e demonstra que a aspirina é o componente mais importante. O tratamento imediato com a aspirina pode reduzir o risco e gravidade do AVC recorrente e precoce”, referiu Peter Rothwell.
 

O investigador conclui que este achado tem implicações para os médicos, os quais devem administrar aspirina imediatamente quando há suspeita de ataque isquémico transitório ou mini-AVC, em vez de esperarem pela avaliação de um especialista.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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