Aspirina poderá diminuir progressão do cancro da mama

Estudo realizado pela University of Kansas Medical Center

24 abril 2013
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A toma regular de aspirina de baixas doses pode impedir a progressão do cancro da mama, sugere um estudo realizado pelos investigadores do Veterans Affairs Medical Center e da University of Kansas Medical Center.
 

O papel da aspirina ou do ácido salicílico na prevenção do cancro começou a intrigar a comunidade científica desde os finais de 1980, quando um grupo de investigadores australianos verificou que a toma deste fármaco reduzia o risco de cancro colorretal. A toma da aspirina foi também associada a um menor risco de cancro do esófago de células escamosas e cancro da próstata.
 

Outros estudos indicaram que o risco de reincidência de cancro da mama era menor nas mulheres que tomavam a aspirina para diminuir o risco de enfarte agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral. Contudo, o mecanismo responsável por esta associação ainda não era bem conhecido.
 

Neste estudo os investigadores, liderados por Sushanta Banerjee, constataram que a aspirina poderá interferir com a capacidade das células cancerígenas se tornarem mais agressivas. Experiências realizadas em modelos animais para o cancro da mama indicaram que a aspirina impedia a formação total ou parcial de células estaminais, que se acredita estarem envolvidas no crescimento e disseminação dos tumores.
 

As experiências realizadas em cultura de células indicaram que a aspirina bloqueava a proliferação de duas linhas celulares do cancro da mama. Uma das linhas celulares utilizadas foi a do cancro da mama triplo negativo, que apesar de ser menos comum é de mais difícil tratamento. Este tipo de cancro não apresenta recetores de estrogénio, progesterona e Her2.
 

De acordo com o estudo, a aspirina poderá também melhorar a eficácia de os tratamentos atuais para as mulheres com cancro da mama com recetores hormonais positivos. Foi observado que a aspirina aumentava o efeito o tamoxifeno, um fármaco habitualmente utilizado no tratamento do cancro da mama com recetores hormonais positivos.
 

A aspirina é utilizada em diferentes condições. Sushanta Banerjee refere que a capacidade deste fármaco atacar múltiplas vias metabólicas torna-o potencialmente útil no combate contra o cancro. Contudo, como a aspirina tem alguns efeitos secundários, a comunidade científica irá continuar a investigar se os seus efeitos positivos superam os negativos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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