Aspirina pode ter contra-indicações

Nem tudo são benefícios...

20 agosto 2002
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Numerosas têm sido as pesquisas sobre os benefícios do uso diário da aspirina na prevenção de enfartes. Mas esses estudos não mediram adequadamente os efeitos do comprimido em pessoas com baixo risco de doenças cardiovasculares. As consequências podem mesmo ser negativas. Conclusão de um estudo publicado no Journal of Family Practice.
 

 

Investigações recentes apontam que pessoas sob risco de enfarte podem beneficiar com o uso diário da aspirina, mas isso não significa que seja uma solução boa para todos, esclareceu John M. Boltri, da Escola Médica da Universidade de Mercer, em Macon (Geórgia).
 

 

"Não existem dados seguros que indiquem que a administração de aspirina seja uma terapia recomendada para as pessoas com baixo teor de risco", disse Boltri numa conferência de imprensa.
 

 

Devido aos efeitos colaterais da aspirina, como as hemorragias, as pessoas com baixo risco de enfarte podem até passar melhor sem a dose diária. "Se nunca sofreram um enfarte, o risco dos efeitos colaterias pesa mais do que a capacidade de prevenção do medicamento", acrescentou o cientista.
 

 

Boltri alertou, no entanto, que os pacientes devem contar com os médicos para ajudá-los a determinar o risco de enfarte, pois muitos adultos vivem nas chamadas condições "silenciosas", que os colocam numa categoria de maior risco. Os investigadores sugerem que as aspirinas podem ajudar a prevenir enfartes, ao diminuir a "aderência" de plaquetas, substâncias do sangue que formam um coágulo potencialmente fatal.
 

 

Boltri e os seus colegas fizeram uma revisão dos estudos já publicados sobre os benefícios do consumo diário da aspirina para prevenir doenças cardíacas em pessoas com baixo risco de probabilidade.
 

 

Este grupo foi definido como não tendo mais do que um dos factores de risco comuns, nomeadamente pressão sanguínea alta, antecedente familiar da enfermidade ou diabetes. Um dos factores de risco é ter ultrapassado os 45 anos, para os homens, e os 55 para as mulheres.
 

 

Fonte: Diário de Notícias

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