Aspirina pode proteger homens do cancro

O mesmo não funciona em mulheres

11 julho 2005
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Homens que tomaram aspirina durante cinco anos reduziram o risco de contrair cancro, mas mulheres que tomaram aspirina em doses fracas durante dez anos não reduziram significativamente esse risco, indicam dois estudos separados divulgados na semana passada.
 

 

Num dos estudos, um dos mais longos sobre aspirina e cancro feitos até agora, investigadores do Hospital de Mulheres de Brigham e da Faculdade de Medicina de Harvard, ambos em Boston, analisaram exames médicos feitos a 19.934 mulheres que receberam uma dose de 100 miligramas de aspirina em dias alternados e a 19.942 que tomaram uma substância inócua (placebo).
 

 

As conclusões sugerem que a aspirina, numa dose de 100 miligramas de dois em dois dias, não é eficaz na redução do cancro da mama, colo-rectal e outros em mulheres saudáveis, embora não se possa excluir algum efeito positivo no cancro do pulmão, segundo os autores do estudo.
 

 

Estes resultados contradizem os de outros estudos, mais pequenos e menos rigorosos que, em muitos casos, usaram doses mais altas e frequentes. O estudo com homens, realizado por investigadores da Sociedade Americana do Cancro (ACS), seguiu 70.144 indivíduos durante nove anos e interrogou-os sobre o seu uso de aspirina e outros anti- inflamatórios não esteróides. Os homens que tomaram doses de 325 miligramas desses medicamentos durante pelo menos cinco anos baixaram em 18 por cento o risco de contraírem cancro da próstata, em comparação com outros que tomaram aspirina só ocasionalmente ou durante menos tempo.
 

 

O estudo das mulheres foi publicado no Journal os the American Medical Association.
 

 

Fonte: Lusa
 

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