Aspirina pode aumentar sobrevivência ao cancro

Estudo publicado na revista “PLOS ONE”

04 maio 2016
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A toma de aspirina de baixa dose pode aumentar a sobrevivência dos pacientes que estão a ser submetidos a tratamentos quimioterápicos em 20% e ajudar a impedir a disseminação do cancro, dá conta um estudo publicado na revista “PLOS ONE”.
 
A aspirina é principalmente utilizada no tratamento da dor, febre e inflamação. Este medicamento é também usado como antiplaquetário e ajuda reduzir o risco de enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral em idosos com risco elevado.
 
Peter Elwood, que liderou o estudo, sugere que cada vez há mais evidências de que a aspirina é benéfica na redução de alguns tipos de cancros. Contudo, o investigador acrescenta que, apesar de se saber que a aspirina de baixa dose reduz a incidência do cancro, o papel no tratamento da doença ainda continua incerto.
 
Foi neste contexto que os investigadores da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, decidiram fazer uma revisão da literatura científica, tendo analisado 42 estudos observacionais e cinco ensaios aleatórios que incluíram pacientes diagnosticados com cancro da mama, cancro colorretal ou da próstata. 
 
Os investigadores constataram que a toma de aspirina de baixa dose pelos pacientes com cancro do intestino, mama ou próstata, conjuntamente com outros tratamentos, estava associada a uma redução de mortes de cerca de 15 a 20%, comparativamente com aqueles que não tomavam este medicamento. Adicionalmente verificou-se que a aspirina de baixa dose estava também associada a uma redução da disseminação do cancro. 
 
Um dos efeitos secundários conhecidos da toma de aspirina é a hemorragia intestinal. Contudo, não foi reportado, nos ensaios analisados, nenhum incidente grave ou que colocasse em risco a vida dos pacientes.
 
Com base nos resultados, os investigadores referem que são necessários mais estudos aleatórios de modo a apoiar a toma de aspirina de baixa dose como um tratamento eficaz e adicional contra o cancro. 
 
Contudo, Peter Elwood refere que os pacientes com cancro devem falar com os seus médicos de forma a tomarem uma decisão informada se devem ou não tomar aspirina de baixa dose como parte do tratamento do cancro.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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