Aspirina pode aumentar sobrevivência a cancro do cólon

Estudo publicado na “JAMA Internal Medicine”

09 abril 2014
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Um estudo da Unidade Médica da Universidade de Leiden, na Holanda, indica que pequenas doses de aspirina podem melhorar a sobrevivência dos doentes de cancro do cólon.
 

A aspirina é utilizada no tratamento da dor ligeira e moderada e da inflamação. No entanto este estudo sugere uma associação entre este medicamento e um possível aumento da sobrevivência dos indivíduos diagnosticados com cancro do cólon.
 

Se o diagnóstico de cancro do cólon for feito num estádio inicial da doença, a percentagem de doentes vivos 5 anos após o diagnóstico é de cerca de 90%. No entanto, na maioria dos casos, o diagnóstico só é efetuado nas fases mais avançadas da doença, descendo a percentagem de sobrevivência aos 5 anos para 12%.
 

Liderado por Marlies S. Reimers, da Universidade de Leiden, este estudo demonstrou uma associação entre a toma de doses baixas de aspirina e o aumento da sobrevivência do doente, não sendo ainda claro o mecanismo exato subjacente à mesma.
 

A equipa procedeu à análise de tecido tumoral de 999 pacientes com cancro de cólon, diagnosticados com cancro em estado III ou inferior, e que tinham sido submetidos a cirurgia entre 2002 e 2008. As amostras foram analisadas relativamente à expressão dos antigénios leucocitários humanos (HLA) de classe I e da prostaglandina endoperóxido sintase 2 (PTGS2). A equipa recorreu a uma base de dados de prescrições para saber se os pacientes tinham tomado aspirina 14 dias ou mais após o diagnóstico de cancro do cólon.
 

Foi apurado que 182 pacientes tomavam doses baixas de aspirina. Destes pacientes, 69 (37,9%) morreram devido a cancro do cólon. Dos 817 pacientes que não tomavam aspirina, 396 (48,5%) faleceram  devido à doença.
 

Os investigadores consideram que a utilização da aspirina após o cancro do cólon ter sido diagnosticado está associada a um aumento geral da sobrevivência, especialmente em pacientes com tumores que expressavam antigénios HLA de classe I, comparativamente a quem não tomava aspirina.
 

No entanto, “em pacientes cujos tumores tinham perdido a expressão de antigénios HLA de classe I, a aspirina não alterou a sobrevivência”, explica a equipa. Os investigadores não sabem exatamente como é que a aspirina afeta o cancro do cólon em termos moleculares, mas esta descoberta sugere que o fármaco afeta as células tumorais em circulação e a metastização. 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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