Aspirina: nem todos beneficiam da sua ação

Estudo publicado no “Journal of the American College of Cardiology”

09 julho 2013
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A aspirina pode não conseguir, em algumas pessoas, combater eficazmente o enfarte agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC), revela um estudo publicado no “Journal of the American College of Cardiology”.
 

A aspirina tem sido amplamente utilizada, nos últimos 50 anos, no tratamento de doenças cardíacas e nos pacientes com AVC. No entanto, ainda não está bem esclarecido o modo de atuação da aspirina e o motivo pelo qual esta não funciona em todos os pacientes cardíacos.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Duke, nos EUA, analisaram dois grupos de voluntários saudáveis e um terceiro grupo de indivíduos que sofriam de doença cardíaca. A este último grupo, foi administrada aspirina de baixa dose. Aos participantes saudáveis foram dados 325mg de aspirina, diariamente, ao longo de um mês. Posteriormente foi analisado o impacto que este fármaco tinha na expressão genética e na função das células sanguíneas responsáveis pela coagulação, as plaquetas.  
 

A análise genética após a administração da aspirina identificou uma co-expressão de 60 genes a que os investigadores chamaram de “padrão de resposta à aspirina”, que foi consistente correlacionado com uma insuficiente resposta das plaquetas à aspirina, entre os indivíduos saudáveis, bem como nos pacientes com doença cardíaca.
 

“Administramos a mesma dose de aspirina a todos os participantes, mas talvez alguns necessitam de doses maiores ou de um tratamento completamente diferente”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Geoffrey Ginsburg.
 

Os investigadores também analisaram o padrão de resposta da aspirina noutro grupo de pacientes, submetidos a cateterismos cardíacos. Foi descoberto que este padrão era também eficaz na identificação dos pacientes que tinham sofrido um enfarte agudo do miocárdio.
 

“O padrão de resposta à aspirina pode determinar quem está em risco de enfarte agudo do miocárdio e morte. Há algo na biologia das plaquetas que determina a resposta à aspirina e agora podemos identificar isso através de padrão genómico no sangue”, conclui, o líder do estudo, Deepak Voora.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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