Aspirina não prejudica desenvolvimento cerebral dos bebés

Estudo publicado no “Pediatrics”

24 dezembro 2009
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A aspirina em baixas doses utilizada nas gravidezes de alto risco não influencia o desenvolvimento cerebral dos bebés prematuros. Na realidade, a toma deste fármaco traz até alguns benefícios, revela um estudo publicado no “Pediatrics”.

 

No estudo, liderado por Stephane Marret, os investigadores do Centro Hospitalar Universitário de Rouen, em França, avaliaram os dados de 656 bebés que nasceram com menos de 33 semanas de gestação e que eram filhos de 584 mulheres que sofreram de complicações durante a gravidez, nomeadamente de pressão arterial elevada ou de problemas nos rins ou no sistema imune. Um total de 125 dessas mulheres tomaram aspirina em baixas doses por um período de cerca de 12 a 13 semanas durante a gravidez.

 

Cinco anos após os nascimentos dos bebés, os investigadores não encontraram nenhuma associação entre os desvios do desenvolvimento infantil e a toma de aspirina em baixas doses durante a gravidez.

 

O estudo revelou também que as taxas de óbito fetal, óbito neonatal, hemorragia cerebral e lesão cerebral foram semelhantes nos bebés que foram expostos a este fármaco e nos que não sofreram essa exposição.

 

Após terem tido em conta outros factores clínicos e sociais, os investigadores verificaram igualmente que não havia nenhuma deficiência neurológica associada à toma de aspirina em baixas doses nas 341 crianças que foram submetidas a exames físicos, neurológicos e psicológicos aos 5 anos de idade.

 

Na verdade, os investigadores observaram que havia uma tendência para menores taxas de problemas comportamentais nas crianças que tinham sido expostas a baixas doses de aspirina. Apenas 12 e 7% do grupo que tinha sido exposto à aspirina tinha problemas de hiperactividade e de conduta, respectivamente, em comparação com 23 e 14% das crianças pertencentes ao grupo que não tinha sido exposto.

 

O estudo revelou ainda que as taxas globais de problemas emocionais foram menores entre as crianças expostas do que entre as crianças não expostas à aspirina durante a gestação.

 

Na opinião dos investigadores, os resultados apresentados justificam a continuição da investigação clínica, tendo em conta o potencial benefício neurológico da exposição à aspirina em baixas doses durante a gestação.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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