Aspirina inibe desenvolvimento de cancro associado ao amianto

Estudo publicado na revista “Cell Death and Disease”

09 julho 2015
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A aspirina pode inibir o crescimento do mesotelioma, um cancro mortal associado ao amianto. O estudo publicado na revista “Cell Death and Disease” poderá eventualmente fornecer aos médicos e aos pacientes novas ferramentas para combater esta doença devastadora.
 

O estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade do Havai, nos EUA, demonstrou que a aspirina abranda o crescimento do mesotelioma através do bloqueio dos efeitos carcinogénicos de uma molécula inflamatória, a HMGB1. Os investigadores acreditam que esta molécula promove o crescimento do mesotelioma.
 

A HMGB1 é uma molécula inflamatória que desempenha um papel importante no desenvolvimento e progressão do mesotelioma maligno. Os investigadores verificaram que a inibição da HMGB1 reduz dramaticamente o crescimento do mesotelioma maligno em ratinhos e aumenta significativamente a sobrevivência dos ratinhos tratados.
 

A aspirina é normalmente utilizada como um fármaco anti-inflamatório não esteroide, que é absorvido pelo estômago e pela parte superior do intestino. Neste estudo, os investigadores constataram que pelo menos alguma da atividade antitumoral da aspirina, até agora desconhecida, ocorre através da prevenção atividade da HMBG1.
 

O mesotelioma maligno é um cancro agressivo e muitas vezes mortal que pode ser causado pela exposição ao amianto e fibras semelhantes ao amianto, tais como erionite. A presença prolongada de fibras de amianto no revestimento do órgão inicia um círculo vicioso de morte celular e inflamação crónica que, ao longo de vários anos, pode conduzir ao desenvolvimento do mesotelioma.
 

Na opinião dos investigadores, os indivíduos com elevado risco de desenvolver mesotelioma poderiam tomar aspirina como forma de prevenir ou atrasar o crescimento do cancro, e, assim, aumentar a probabilidade de sobrevivência. Estes indivíduos incluem aqueles que estão profissionalmente expostos ao amianto ou os que habitam em locais naturalmente ricos em fibras semelhantes ao amianto.
 

Os investigadores esperam que em estudos futuros se descubra o mecanismo que permite à aspirina bloquear a HMBG1.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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