Aspirina e enfarte agudo do miocárdio: quem a deve tomar?

Estudo publicado na revista “Circulation”

14 maio 2014
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A determinação do índice de cálcio arterial coronário poderá ajudar a determinar quem deve tomar aspirina no âmbito da prevenção do enfarte agudo do miocárdio, defende um estudo publicado na revista “Circulation”.
 

Aspirina ajuda a prevenir enfartes agudos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais, impedindo a formação de coágulos nas artérias. No entanto, este mesmo benefício coloca os pacientes que tomam aspirina em risco de hemorragia, devido à não formação de coágulos em situações necessárias
 

Neste sentido, a Associação Cardíaca Americana (AHA, sigla me inglês) recomenda a toma de aspirina para prevenção da doença cardiovascular nos indivíduos com esta doença ou que estão em rico elevado de desenvolver um evento cardiovascular.  
 

Contudo, ”muitos dos enfartes agudos do miocárdio não ocorrem em indivíduos que estão em elevado risco. Se apenas estes pacientes forem tratados, de certeza que vão escapar indivíduos que vão eventualmente sofrer um enfarte agudo do miocárdio”, revelou, em comunicado de imprensa, o primeiro autor do estudo, Michael D Miedema.
 

Neste estudo os investigadores do Minneapolis Heart Institute, nos EUA, tentaram encontrar uma forma mais eficaz de determinar quem deveria ser alvo de tratamento com aspirina. O estudo incluiu a participação de 4.229 indivíduos sem nenhuma doença cardiovascular conhecida ou diabetes, que não estavam a tomar aspirina e os quais foram acompanhados ao longo de sete anos.
 

Os participantes foram agrupados de acordo com os seus índices de cálcio arterial coronário, tendo sido calculada a taxa de enfartes em cada grupo. Com bases nestas taxas, os investigadores determinaram quais os riscos e benefícios da toma deste fármaco.  
 

O estudo estimou que a probabilidade de a aspirina ser benéfica era duas a quatro vezes maior nos participantes com índices elevados de cálcio arterial coronário. Por outro lado, os indivíduos com índice nulo de cálcio arterial coronário eram duas a quatro vezes mais suscetíveis de serem alvo dos danos associados à toma de aspirina. Estes resultados mantiveram-se inalterados mesmo após os investigadores terem tido em conta os fatores de riscos cardiovasculares tradicionais.
 

"Um índice de cálcio arterial coronário de zero está associado a um baixo risco de enfarte agudo do miocárdio. Isto significa que os indivíduos com este índice podem não beneficiar de fármacos preventivos, como a aspirina, bem como de outros para diminuir os níveis de colesterol. Aproximadamente 50% dos homens e mulheres de meia-idade têm índice de cálcio arterial coronário de zero, assim este teste pode personalizar a abordagem da prevenção e impedir que um número significativo de pacientes evite a toma de fármacos preventivos. Contudo, são necessários mais estudos para verificar se o uso rotineiro deste teste é a melhor opção para nossos pacientes”, conclui Michael D Miedema.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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