Aspirina diminui risco de cancros do trato gastrointestinal

Estudo publicado no “JAMA Oncology”

08 março 2016
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A toma regular de doses baixas de aspirina, pelo menos durante seis anos, reduz significativamente o risco de cancro, particularmente dos cancros do trato gastrointestinal, dá conta um estudo publicado no “JAMA Oncology”.
 

Os investigadores do Hospital Geral de Massachusetts, nos EUA, referem que, no entanto, a toma de aspirina pode complementar, nas não substituir, os benefícios preventivos da colonoscopia e outros métodos de rastreio do cancro.
 

“Agora podemos recomendar que muitas pessoas considerem a toma de aspira para reduzir o risco de cancro colorretal (…), mas ainda não chegámos ao ponto de fazer uma recomendação geral para todos os tipos de cancro”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Andrew Chan.
 

Para o estudo, os investigadores analisaram a associação entre a aspirina e o cancro em 135.965 mulheres e homens envolvidos em dois estudos americanos de grandes dimensões. Foram documentados 20.414 cancros em 88.084 mulheres e 7.571 cancros em 47.881 homens, ao longo de um período de acompanhamento de 32 anos.
 

A toma regular de aspirina, duas ou mais vezes por semana, foi associada a uma redução de três por cento do risco de cancro. No caso dos cancros do trato gastrointestinal e dos cancros do cólon esta redução foi de 15 e 19%, respetivamente.
 

No entanto, a toma regular de aspirina não foi associada a um menor risco de outros tumores de grande incidência, como o cancro da mama, da próstata ou do pulmão. O estudo sugere que, no caso do trato gastrointestinal, a aspirina pode influenciar outros mecanismos adicionais importantes para a formação do cancro, o que pode explicar a forte associação deste fármaco na redução do risco dos cancros gastrointestinais.
 

Ao nível da população em geral, os autores sugerem que a toma regular de aspirina possa prevenir 17% dos cancros colorretais, entre aqueles que não realizam colonoscopias, e 8,5% dos tumores, entre os que são submetidos a este exame de diagnóstico.
 

“A aspirina pode ser uma potencial alternativa de baixo custo aos rastreios do cancro colorretal por colonoscopia em ambientes de recursos limitados ou um complemento em locais onde estes programas já se encontram implementados, mas onde a adesão aos rastreios permanece baixa”, concluem os autores do estudo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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