Aspirina diminui recorrência de coágulos sanguíneos

Estudo publicado na revista “Circulation”

28 agosto 2014
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Aspirina pode ser uma alternativa promissora aos anticoagulantes, uma vez que reduz o risco de desenvolvimento de coágulos sanguíneos, sugere um estudo publicado na revista “Circulation”.
 

O tromboembolismo venoso é uma condição caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos nas veias. Estes coágulos podem ocorrer nas pernas, dando origem à trombose venosa profunda. Noutros casos, os coágulos podem-se deslocar do seu local de formação e atingirem os pulmões, onde bloqueiam as artérias deste órgão, uma condição denominada por embolismo pulmonar.
 

De acordo com os investigadores da Universidade de Sidney, na Austrália, os indivíduos com coágulos nas veias, sem nenhuma causa óbvia associada, apresentam, em média, um risco de 10% maior de desenvolverem um outro coágulo no ano seguinte e um risco 5% maior em cada ano subsequente.
 

Habitualmente, esta condição é tratada com anticoagulantes ao longo de seis a doze semanas. Contudo, os investigadores defendem que os pacientes continuam em risco de desenvolverem coágulos sanguíneos recorrentes.  
 

Neste estudo, os investigadores liderados por John Simes, decidiram agora averiguar se a aspirina poderia ser uma alternativa de tratamento aos anticoagulantes tendo para tal contado com a participação de 1.224 pacientes com tromboembolismo venoso, aos quais foram administrados diariamente 100 mg de aspirina. A formação de coágulos foi monitorizada ao longo de dois anos.
 

O estudo apurou que a toma de aspirina reduziu o risco de recorrência de formação de coágulos em quase 42%.
 

“A aspirina não necessita de monitorização laboratorial e está associada a uma incidência 19 vezes menor de hemorragia, comparativamente com os anticoagulantes orais. Estamos convencidos que este fármaco será uma alternativa para a prevenção do tromboembolismo venoso, seis a doze meses após o tratamento com anticoagulantes”, revelou, em comunicado de imprensa, a coautora do estudo, Cecilia Becattini.
 

Apesar de os resultados do estudo serem promissores, os investigadores aconselham os pacientes a falarem com os seus médicos. “A aspirina não deverá substituir a toma de um anticoagulante, esta deverá ser administrada a pacientes que estão a interromper a terapia anticoagulante ou para aqueles em que este tipo de fármacos não sejam adequados”, conclui John Simes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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